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EXPOSTOS AOS RISCOS - Infância desprotegida

26 fev 2015 às 08:37

Duas em cada dez crianças de Londrina fazem parte das estatísticas de abandono de imunização no município. A estimativa é da Secretaria Municipal de Saúde e envolve, segundo a Coordenação de Imunização da pasta, crianças menores de 1 ano de idade. A maior parte delas tende a tomar as vacinas prescritas com faixa etária acima do recomendado, ficando, quando bebês, desprotegidas de doenças que acometem com mais gravidade este público.
Moradora do Jardim União da Vitória, na zona sul da cidade, a dona de casa Alessandra (nome fictício), de 23 anos, enumera os motivos que a obrigam a atrasar a vacinação dos filhos. Ela é mãe de quatro crianças – três meninas de 8, 4, e 3 anos e um menino de 1 ano e meio. "Infelizmente não tenho com quem deixar as crianças para ir levar um de cada vez no posto. Hoje é para fazer a vacina de um, no dia seguinte já tenho que levar outra criança. As datas são diferentes", queixa-se.
Nas carteirinhas de vacinação sobram espaços com as datas que deveriam ser preenchidas com o registro de novas imunizações. O filho mais novo ainda não recebeu vacinas que deveriam ter sido aplicadas em dezembro. A menina de 3 anos também deveria ter voltado a receber doses no início de fevereiro, o que não ocorreu. "Já me falaram que vão mandar o Conselho Tutelar atrás de mim, mas não levo porque não tem jeito mesmo. Tenho medo que eles fiquem doentes, mas não consigo ir no posto nem para retornar no ginecologista", justifica.

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