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EXPO LONDRINA - Com 4 chifres, carneiro deixa marmanjos com inveja

Paulo Monteiro
NOSSODIA
18 abr 2016 às 14:53

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Paulo Monteiro
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O carneiro com quatro chifres foi o centro das atenções no pavilhão de ovinos da ExpoLondrina. O animal foi clicado por dezenas de visitantes e piadas não faltaram: "esse fofinho deixou muitos marmanjos com inveja", disse aos risos uma visitante. Não se trata de uma aberração o grande número de chifres no ovino, mas sim uma característica da sua raça, a crioula. Descendente de europeus, ela resistiu às variações mais radicais de temperatura e se desenvolveu nos pampas gaúchos.
Os chifres são exemplo da resistência desta espécie, revela Edson Duarte, presidente da Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (Ovinopar). "As ovelhas e carneiros da raça crioula são originários do Rio Grande do Sul. Seus antecedentes foram trazidos pelos portugueses, durante a colonização da região sul do Brasil. Os rebanhos, formados por raças europeias, serviam de alimento para eles", contou ele, que também é criador na cidade Nova Esperança.
Com o fim das missões no sul do país, os portugueses partiram e deixaram os animais desamparados. "Carneiros e ovelhas foram abandonados nos pampas e tiveram que desenvolver maneiras de sobrevivência. Além disso, se misturaram a outros tipos de raças selvagens. Criando cada vez mais resistência e longevidade. São altamente adaptáveis às mais diversas variações de temperatura e aos períodos de escassez de alimentos, pois possuem ótima capacidade de armazenar energia", esclareceu Duarte.

E os ‘enfeites’ na cabeça?
A adversidade contribuiu com o desenvolvimento dos chifres. "Durante as disputas, os animais também passaram a desenvolver características físicas. O número de chifres é um exemplo. Inicialmente, os animais possuíam apenas dois chifres. Com o tempo, apareceram outros. Não só para atacar, mas também para se defender dos predadores eles passaram desenvolver mais chifres. Alguns possuem até seis. Quanto mais chifres, melhor preparado para o conflito", explicou o presidente da Ovinopar.
"Por causa da mistura genética, essa raça é muito resistente também às doenças. Pela necessidade de se defender e assegurar a proteção dos filhotes, as fêmeas são ainda mais fortes", revela Duarte. "Em outras raças, por exemplo, ovelha nenhuma tem o hábito de abrigar e alimentar filhotes de outra. No entanto, nesta espécie a ovelha se dispõe a cuidar de um filhote alheio. Tudo isso ajuda a manter a espécie. A crioula se destaca por todo o mundo. Não só pelas características que já destaquei, mas ainda pela qualidade do leite e da carne magra", concluiu Edson Duarte. (P.M.)


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