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Vida de inseto

Exército de saúvas - invasão das formigas

Pedro Marconi
Grupo Folha
11 jul 2018 às 21:51

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Gustavo Carneiro
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A Secretaria Municipal do Ambiente prepara algumas medidas para combater as formigas em locais públicos de Londrina. A equipe da Sema e moradores têm notado o aumento da população destes insetos em áreas verdes. A principal espécie encontrada é a saúva verde, advinda do Rio Grande do Sul e que pode fazer ninhos que passam dos seis metros de profundidade com mais de 5 milhões de formigas.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Vinícius Tersariol, diretor Operacional da Sema, a proliferação do inseto tem se intensificado nos últimos quatro anos. "Ao longo deste tempo tentamos algumas ações de controle intensivo por meio de iscas e formicidas, porém não houve uma efetiva aceitação. A saúva forma um ninho principal, mas com vários secundários. Ela vai abrindo câmaras para alimentação e mitigação e essa terra vai formando os montes que todos veem e que podem atingir três metros", explicou. "Talvez tenhamos errado o cálculo (de produtos), pois precisa de uma quantidade grande para atingir a rainha e tentar acabar com o formigueiro", reconheceu. Tersariol destacou que as formigas têm se proliferado em diversas áreas da cidade, principalmente em fundos de vale. "Elas expõe a árvore inteira, retirando as folhas. A árvore não faz a fotossíntese e acaba morrendo. Elas aproveitam as condições climáticas dos fundos de vale, que são mais sombreados e frescos. Na zona rural, se este inseto atinge uma cultura pode aniquilar uma lavoura inteira", advertiu.

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Como medida para combater as formigas saúvas, a secretaria deverá fazer uma parceria com um docente da UEL (Universidade Estadual de Londrina) especializado no tema e com a Emater. "O professor trabalha formas de controle e manejo e ficamos interessados. Temos que pensar em reduzir drasticamente, já que acabar é impossível. Falamos em uma verdadeira ‘operação de guerra’ contra as formigas", ponderou.

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PREOCUPAÇÃO
Na pista de caminhada do Vale do Rubi, zona oeste, são dezenas de ninhos de formigas espalhados pelo caminho. "Está cheio (de ninho de formiga) por aqui. Muitos ficam grandes em poucos dias depois de começarem a serem formados. Perto da pista de skate tem com um mais de um metro de altura também. Próximo dali tem um verdadeiro muro de terra feito pelas forminhas e isso em três, quatro meses", relatou o autônomo Nelson Sabre. Na avenida Bento Amaral Monteiro, no jardim Campos Verdes, zona norte, um monte de formigas tipo cortadeiras se formou no canteiro que divide as pistas e já invade a rua. De grandes proporções, tem mais de três metros entre seu início e fim. "Faz mais de um ano que tem esse ninho. À noite, a avenida fica repleta de formigas, que vão fazer a colheita de folhas. O medo é elas invadirem os quintais, porque se isso acontece acabam com tudo. Se alguma criança desavisada mexe, pode ser picada", apontou Aide Ferreira, porteiro aposentado. Uma equipe da Sema irá na avenida Bento Amaral nesta quinta-feira (12) para verificar a situação. (P.M.)


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