A juíza da 6ª Vara Criminal, Zilda Romero, decidiu levar o ex-guarda municipal Ricardo Leandro Felippe a júri popular pelo assassinato de três pessoas em abril de 2017. As vítimas foram um adolescente de 17 anos, o avô dele, de 58, e a sócia de uma ex-namorada. Para a magistrada, "os indícios são suficientes para que o réu seja submetido a julgamento". Em dezembro, o prefeito Marcelo Belinati (PP) assinou um decreto confirmando a demissão de Felippe da Guarda Municipal. A Justiça entendeu que, "pelo depoimento das testemunhas em fase inquisitorial, baseando-se também na quantidade e extensão das lesões apresentadas no laudo de necropsia juntado aos autos, não há como falar-se em desclassificação do crime para homicídio culposo ou privilegiado, como também, em caso de pronúncia exclusão das qualificadoras". O advogado Fabrício Almeida Carraro, que defende o ex-agente, disse que ainda não foi intimado. "Já esperava um despacho neste sentido. Depois que for notificado, ainda avaliarei se cabe recurso ou não", explicou. Em março, um laudo psiquiátrico assinado pelo médico legista e perito Carlos Alberto Peixoto Baptista reafirma que Felippe estava ciente das consequências de seus atos quando praticou os ataques. O documento atestou que o acusado sofre de transtorno bipolar afetivo e estresse excessivo, mas que a condição não seria determinante para a violência. Este é o segundo laudo apontando que Felippe sabia o que estava fazendo quando disparou contra a amiga de uma ex-namorada, contra outra ex-companheira e os parentes dela. O advogado Marcelo Camargo, que defende uma das famílias vítimas da ação de Ricardo Felippe, já esperava a sentença de pronúncia.