O Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítima de Crime) investiga um suposto estupro contra uma adolescente de 13 anos. O crime teria ocorrido na zona sul de Londrina. Segundo uma familiar da vítima, os suspeitos teriam usado um carro de cor preta para abordar e transportar a jovem até o local do delito. A Polícia Civil investiga ainda outro caso de violência sexual, contra uma mulher de 29 anos, registrado na semana passada na zona norte. Nesta ação, o criminoso também teria usado um veículo de cor preta.
"Minha sobrinha, de apenas 13 anos, contou que dois homens fizeram ela entrar em um carro preto, que não sabe o modelo. Em seguida, teriam sedado ela e depois cometido todo o tipo de violência sexual", contou a tia, que pediu para não ter o nome divulgado. "Após o estupro, abandonaram a menina perto de um supermercado na zona sul, mas que ela não se lembra qual é. Desnorteada, ela perambulou por horas e se abrigou em um ponto de ônibus. Foi aí que uma mulher ajudou e a entregou para a polícia", revelou.
Segundo a parente, a jovem teria sido abordada próximo ao Jardim Tarobá, na zona sul de Londrina, no início da tarde de um domingo. "Minha sobrinha estava indo para a casa de uma amiguinha. Mas ela afirma que não se lembra do que aconteceu, pois os homens a sedaram. Só disse que eram dois, num carro preto", comentou. A tia reforça que a sobrinha não tinha o costume de sair sozinha, seria uma adolescente de bom comportamento e que não teria tentado fugir de casa.
Todo cuidado é pouco
A situação deixa a população do Jardim Tarobá em alerta. A vendedora Ilda Margarida diz que moradores de bairros vizinhos se comunicam por meio de grupos no WhatsApp com o objetivo de evitar novos crimes. Ela afirma ainda que toma outros cuidados para impedir que a filha adolescente se torne alvo do "maníaco do carro preto".
"Sabemos também de ataques no Jardim União da Vitória. Dizem que o estuprador também ataca com um carro preto. Criamos grupos de WhatsApp e estamos sempre conversando com outros moradores da região, alertando todo mundo sobre qualquer situação suspeita", contou Ilda. "Tenho uma filha de 17 anos e sinto muito medo que algo ruim aconteça com ela. Por isso, quando ela sai de casa para ir à escola, por volta das 7 horas, ou durante a noite, para ir até a academia, eu a acompanho", admitiu a mãe.
Inquérito policial
A delegada Lívia Pini, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes, confirma que a família da adolescente de 13 anos formalizou a denúncia na Polícia Civil. Segundo ela, um inquérito policial foi aberto para apurar o crime. Porém, de acordo com a delegada, a vítima não possuí condições de repassar maiores informações sobre o crime e as características da suposta dupla responsável pelo estupro, dificultando a produção do retrato falado. Até o momento, ninguém teria sido preso.
Qualquer detalhe sobre o caso, informou Lívia Pini, pode ser encaminhada pelos telefones 3325-6593, do Nucria, 197, disque denúncia da Polícia Civil, e 100, do Direitos Humanos. A reportagem ainda tentou ouvir a delegada Delegacia da Mulher sobre o estupro registrado na região norte, ocorrido na semana passada. Porém a autoridade policial não atendeu ao NOSSODIA na tarde de terça. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)