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Estradas rurais continuam atoladinhas

29 set 2014 às 08:17

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Quando chove, o tratorista Valdir de Assis já sabe que vai ter que sair de casa com pelo menos dois pares de sapatos. Morador do sítio São Manoel, no Distrito de São Luiz (Zona Sul de Londrina), ele tem de enfrentar três quilômetros de pura lama pela estrada rural Santa Maria até chegar à PR-538, onde toma o ônibus para a cidade, a 25 quilômetros de distância.
"Aqui é muito complicado. Tanto pra mim, que venho a pé, quanto pra quem passa de carro. Nessa época do ano, por exemplo, a estrada é muito utilizada para o escoamento da soja, milho e trigo e muitos caminhões acabam atolados no barro", afirmou o morador, na semana passada. A via serve de acesso para outras cinco estradas e também ao município de Arapongas.
Para não entrar com os sapatos sujos no ônibus, Assis leva outro par numa sacolinha plástica. "Um par eu ando pela estrada de barro e o outro, limpinho, uso pra andar em Londrina", contou. "Faço isso várias vezes por semana, já há uns 10 anos, e nunca vi os funcionários da Prefeitura jogarem pedras aqui. Só passam a máquina por cima da terra de vez em quando e vão embora", reclamou o tratorista.
Próximo ao km 14 da PR-538, o lamaçal em outra estrada rural que liga São Luiz ao Distrito de Irerê (já na PR-445) também não perdoa ninguém em dias chuvosos. Na última semana, vários ônibus do transporte coletivo e escolares atolaram em um trecho nas proximidades da ponte do Rio Taquara. "É difícil alguém passar e não ficar atolado. É melhor nem arriscar", alertou o comerciante Alcides Pereira Santos. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

Resposta
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Rodrigo de Menezes Trigueiro, admitiu que o trabalho de recuperação das estradas rurais está "deficitário". Segundo ele, a falta de máquinas, a dificuldade para licitar equipamentos e finalizar contratos emergenciais atrapalham o atendimento. A coisa piora ainda mais quando chega a temporada das chuvas. "Nesse momento, estamos dando prioridade ao Distrito de Irerê e ao Patrimônio de Guairacá, que exigem mais urgência. Para as demais regiões, como a do distrito de São Luiz, a recomendação é que os moradores entrem em contato com a Secretaria de Agricultura (3372-4786) para que o atendimento seja inserido no nosso cronograma", destacou Trigueiro. (P.M.)
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