Exigência antiga dos cambeenses, a velha Estrada da Esperança ainda não foi revitalizada. Ausência que dificulta e compromete a vida de motoristas e pedestres. Além da falta de sinalização (como a faixa que divide os sentidos das pistas e tartarugas para a refletir durante a noite), pedras soltas, buracos, terra e areia deixam a via escorregadia. Na semana passada, por pouco um acidente não custou a vida de José Antônio Júnior, de 50 anos, que capotou um Ford Escort e foi levado em estado grave ao hospital.
José pode ter perdido o controle do carro por causa da precariedade da via. Segundo testemunhas, ele derrapou nos pedriscos, antes de invadir o sentido contrário e acabar de rodas para cima e fora da pista. A marca de frenagem mostrava que ele deslizou sobre as pedras. Por causa da gravidade, o Siate atendeu a vítima. De acordo com o relatório de ocorrências do Corpo de Bombeiros, o condutor sofreu ferimentos graves e foi levado para a Santa Casa de Cambé. O hospital não divulgou o estado de saúde do paciente.
"Acidentes são comuns, mas principalmente envolvendo motociclistas. Alguns não conhecem o trecho e acabam caindo nas curvas. Há muita terra e pedras soltas por aqui, que fazem o veículo escorregar", afirma o gerente de uma empresa de artefatos de borracha, Carlos Eduardo, localizada na Estrada da Esperança, no Jardim Ecoville. Outro problema, segundo ele, é a falta de organização com os endereços da via. "Estamos sempre recebendo fornecedores, porém muitos acabam se perdendo no caminho até aqui. A via começa como rua, vira avenida e acaba como estrada. Alguns números da estrada, por exemplo, não são encontrados nos trechos de rua ou avenida, o que confunde quem não conhece o lugar", explica o gerente.
Carlos ressalta que a Estrada da Esperança ainda é usada para o escoamento de safras. "Poderia ser melhor aproveitada, pois pode facilitar e muito a saída e entrada de caminhões da região. Ela já é uma via alternativa para o transporte de cargas, porém os caminhoneiros sofrem para passar no local. Caminhões quebram no meio do caminho", salienta ele.

Pedras espalhadas pela pista representam perigo para os motoristas
‘Quase não tem poeira’, ironiza morador
Vivendo há três anos no Residencial Água da Esperança, na mesma região, o carpinteiro Guilherme Rodrigues detalha como é ser vizinho da Estrada da Esperança. "Ah, quase não tem poeira aqui", ironiza. "Roupa no varal? Nem pensar. Deixo secando tudo dentro de casa para não ficar coberta de poeira", diz ele sobre a sujeira causada pelo tráfego de veículos. "Como tem terra por toda a lateral da rua, a poeira sobe quando os carros passam. A terra invade o quintal e deixa sujeira dentro e fora de casa", conta a morador. "Aqui também é escuro. As lâmpadas estão queimadas e não são substituídas. Mas há pontos da Estrada que nunca possuíram iluminação", acrescenta. (P.M.)
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Secretaria de Obras anuncia reforma
Usuários e moradores da via não devem perder a esperança. De acordo com o secretário municipal (em substituição) de obras de Cambé, o engenheiro Diego Carvalho Rodrigues, a via irá receber asfalto novinho. "Existe um projeto, inclusive já licitado em R$ 3 milhões, para a reforma de vias do município. R$ 500 mil deste dinheiro estão sendo usados na rua Pirapó, que serve de acesso para a Estrada da Esperança, entre os Jardins São Paulo e Santo Amaro", adianta ele.
"Dentro deste projeto está a Estrada da Esperança, que ganhará o melhor asfalto disponível no mercado atual. A estrutura da via deve ser toda refeita, a realização dos reparos necessários. Infelizmente, não tenho um prazo para este atendimento, pois há apenas uma empresa responsável pela revitalização das vias dentro deste trabalho", argumenta Rodrigues. (P.M.)