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Essa não é pra qualquer um - O dono da Orelhuda

04 jun 2015 às 09:35

Juventus e Barcelona disputam às 15h45 de sábado o título da competição de clubes mais cobiçada pelos jogadores, a Liga dos Campeões da Europa. Neymar terá a chance, em seu segundo ano no Velho Continente, de levar para a casa, sua primeira orelhuda, como é conhecida a taça do torneio. Dois londrinenses ostentam em suas salas as marcas da conquista, ambos pelo mesmo clube, o Bayern de Munique. Élber foi campeão em 2001 e o lateral Rafinha conquistou a Champions em 2013. De férias em Londrina, o jogador trouxe pela primeira vez a réplica que ganhou do Bayern, em tamanho natural e banhada a ouro, da taça da Liga.
Ela rouba as atenções na casa do jogador. Todo mundo quer tirar uma casquinha. "Um monte de gente me ligando, pedindo pra eu levar a taça aqui, ali. Mas ela não sai daqui, não", disse o lateral, apontando para o memorial de conquistas montado em seu apartamento, que ostenta também o troféu, bastante pesado, do Mundial de Clubes também em 2013.
Por pouco, ele não conseguiu estar em campo no sábado para sua terceira final de Champions. Seu Bayern perdeu na semifinal para o Barcelona. Nem por isso, ele aponta o time do trio MSN (Messi, Suarez e Neymar), como favorito. "A chance é 50% para cada lado. Claro que o poderio ofensivo do Barcelona é mil vezes melhor, Mas a defesa da Juve é melhor. Italiano sabe defender melhor. Por ter jogado contra os dois, sei que o favoritismo é do Barcelona, mas vejo 50% a 50%. O caminho para chegar à final é muito longo. Tive o prazer de chegar em duas, e um pouquinho de desatenção põe tudo a perder".

Cochilou já era
Desatenção que foi capital ao Bayern no jogo de ida da semifinal. O time alemão levava o 0 a 0 até quase o final do segundo tempo, até que o Barcelona aproveitou um apagão e fez três gols, praticamente sacramentando a classificação à final. O jogo de volta foi vencido pelo Bayern por 3 a 2. "Houve desatenção, mas eles aproveitaram as oportunidades que tiveram. Nós tivemos uma com o Lewandowski e não fizemos. Não é uma desculpa, mas se tivéssemos com Robben e Ribéry, não estou falando que iríamos ganhar, mas o jogo seria diferente", disse Rafinha, que é bastante amigo de Neymar, a quem teve a missão de marcar nos dois duelos da semifinal, e deve torcer pelo time catalão. (T.M.)


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