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Esporte em Londrina - O que esperar de 2018?

Lucio Flávio Cruz
Grupo Folha
10 dez 2017 às 22:54

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Gustavo Carneiro
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O ano de 2017 foi para a administração da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) resolver problemas antigos e colocar a casa em ordem. Em entrevista à FOLHA, o presidente do órgão municipal, Fernando Madureira, fez um balanço positivo do seu primeiro ano à frente da FEL e projetou um 2018 melhor, com mais recursos, melhorias significativas no estádio do Café, inclusive com a promessa da instalação do placar eletrônico, e no ginásio Moringão, além da construção de novos espaços esportivos. Leia a seguir os principais pontos abordados por Madureira.

2017
"A nossa principal dificuldade foi não conhecer o sistema e os problemas que existiam. Pegamos o Moringão interditado, problemas no Café, o (Centro Esportivo) Maria Cecília também interditado. Tínhamos a ideia de chegar e colocar os projetos para andar, mas tivemos que arrumar a casa e isso no serviço público é mais difícil, porque você depende de empenho, licitação, fonte do dinheiro. Acabou sendo uma escola para mim. Não fiz tudo que eu queria, mas conseguimos fazer grande parte. E a cereja do bolo foram os Jogos da Juventude, com quase 6 mil atletas e que deixou grandes legados para o município."


Orçamento
O orçamento do município de Londrina será votado esta semana na Câmara Municipal e estão previstos R$ 11,7 milhões para a FEL. Em 2017, o orçamento total foi de R$ 9,86 milhões. Do total, R$ 5,7 milhões devem ser aplicados diretamente na prática esportiva por meio do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos), contra R$ 3,1 milhões este ano. "É uma grande evolução. Estou há muito tempo envolvido no esporte e nunca vi um crescimento tão grande, de quase 100%. Quanto mais gastarmos no esporte, menos vamos gastar com segurança, ação social e saúde. Esta é a linha de pensamento que a gente tem que ter", argumenta Madureira. Apesar do crescimento do orçamento, Londrina ainda investe bem menos no esporte do que outras cidades do Paraná. Maringá, por exemplo, tem previsão de investimento de R$ 19 milhões em 2018.

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Estádio do Café
"Vamos começar a descompactação do solo agora em dezembro para que tenhamos um gramado ainda melhor no Campeonato Paranaense. Nos próximos dias, sai o edital de licitação para a troca completa da iluminação, em um projeto com recursos de um fundo da Copel de economia energética. As torres não devem mais ser usadas e as luminárias serão instaladas na cobertura das cativas e em um arco construído do outro lado. Em relação ao placar eletrônico, há um recurso de R$ 700 mil garantido por uma lei de incentivo e teremos um equipamento de primeira linha."


Moringão
O ginásio já recebeu novas portas de emergência e a troca do telhado está prevista para o primeiro semestre do ano que vem. "Vamos fazer a troca também de toda a iluminação com recursos do mesmo fundo da Copel."

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Alto rendimento
Depois de vários anos sem equipes em competições nacionais, Londrina viu o handebol voltar à cena em 2016 e no ano que vem o vôlei feminino, sob o comando da ex-jogadora Elisângela Almeida, vai disputar a Superliga B. "O basquete já está alinhado e tem um apoio apalavrado que deveremos concretizar nos próximos dias. A ideia é estar em uma forma intermediária em 2018 para chegar forte em 2019, 2020. No futsal masculino, tenho conversado com algumas pessoas que querem montar um time. No início do ano, chamei todos e disse que precisávamos começar um projeto de baixo para cima, construir uma base, usar nossos jogadores e mostrar o trabalho para a comunidade e patrocinadores para voltarmos a ter trabalhos sólidos."


Novos projetos
"Teremos em breve a abertura de uma licitação para a construção de um complexo esportivo no Vista Bela (zona norte), com quadra, ginásio e outros equipamentos. Queremos fazer uma melhoria grande no Zerão e retomar um projeto antigo para transformar o Aterro do Igapó em um centro de treinamento para várias modalidades. Já protocolamos no Ministério do Esporte dois projetos para a construção de um ginásio para o handebol e de um centro de lutas no antigo (ginásio) Alceu Malucelli. Temos recursos garantidos para a cobertura de oitos quadras já existentes."

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Recursos
"Se ficarmos esperando o que Londrina gera de imposto para atender a todas as secretarias, não vai ter milagre. Temos que ir atrás e mirar o exemplo de cidades como Campo Mourão, Maringá e Cascavel, que conseguiram obras grandiosas com recursos de Brasília e de emendas parlamentares. Quero aproveitar o bom trânsito que tenho lá. Já ouvi de pessoas do Ministério do Esporte que Londrina nunca procurou nada lá, que vivemos um ciclo olímpico e ninguém da cidade foi atrás com projetos. Para nós do esporte, é uma tristeza ouvir isso e saber que não aproveitamos este momento tão importante por qual passou o País."


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