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22 ago 2018 às 19:40

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No início da semana o NOSSODIA mostrou que a Rua Tanganica, mesmo tendo a sua sinalização totalmente implantada, não deixou os moradores de lá contentes. O abuso da velocidade segue constante, assim como a revolta de quem mora naquela região.
Em resposta à matéria publicada na última edição, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou à reportagem que a sinalização foi finalizada no dia 12 de junho, seguindo o projeto criado pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina). Passados 30 dias de ações educativas, fiscalizações começaram a ser feitas e foi notado o alto número de barbaridades cometidas no trânsito.
"A cada ação na Tanganica, são emitidas cerca de 150 autuações", destacou o diretor de trânsito da Companhia, Pedro Ramos. Excesso de velocidade, dispensa do uso do cinto, ultrapassagem irregular e parada na ciclovia são as infrações mais flagradas pelos agentes, segundo ele, que afirma que o órgão vistoria a rua Tanganica, no máximo, a cada dois dias.
Questionado se a sinalização por lá está dando resultado, Ramos afirmou que ainda é cedo para tirar uma conclusão. "Dias atrás que fez dois meses de sinalização completa. O problema não era só isso, tanto que depois de sinalizado permaneceu o desrespeito no trânsito". No entanto, o diretor de trânsito afirmou que está coletando números para apresentar um estudo ao Ippul sobre uma possível mudança. "Ainda não foi nada conversado com eles. Estamos primeiro coletando dados das fiscalizações para ter consistência na hora de justificar que daquela forma não está sendo contendo o motorista infrator", completou.
O período considerado ideal para um questionamentos ao Ippul, de acordo com Ramos, é entre 90 a 120 dias. "Dois meses é um período muito curto para questionar". Entre as alternativas – e um pedido da população – o radar fixo não deve ser uma delas. "Existe a questão do vandalismo. Para se ter uma noção, nas fiscalizações a PM teve que acompanhar os agentes, porque muitos deles sofreram tentativa de agressão. Se for para colocar um radar fixo e toda semana ter que consertá-lo, não vai compensar. É tecnicamente inviável".
Neste caso, o famoso quebra-molas não pode ser descartado. "Não é o mais adequado. Muitos órgãos de engenharia abominam a lombada, mas não temos opção que não tenhamos usado", finalizou. (Edson Neves/NOSSODIA).
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