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... espaço cuidado pelo poder público - Bosque envergonha londrinenses

25 jul 2016 às 09:12

Durante visita pedagógica ao Bosque Central, educandos da Escola Estadual Marcelino Champagnat fazem a travessia com o nariz tampado. Motivo? O mau cheiro ao qual são expostos. Entre as ruas São Paulo e Rio de Janeiro, seguem em silêncio, com cadernos sobre as cabeças – com medo de ser alvo dos pombos - as mãos, ora levadas à boca, ora ao nariz. A cena não é novidade, mas para cada londrinense ou visitante, cada experiência negativa é uma soma de desconforto, descaso e constrangimento. Um morador de Guaraci, que preferiu não ter seu nome revelado exclama: "Uma vergonha". A decepção do turista é diante do trabalho de limpeza "concluído". O jato de água lançado ao chão torna o piso escorregadio, principalmente para idosos, já que o jato não dá conta de remover a sujeira e a varrição não é suficiente. "E limpeza que é bom mesmo, nada. Até piora porque vira um limbo e sinceramente não dá para entender como isso é deixado assim", indigna-se.
O vendedor João Goulart Teodoro, 63 anos, morador Jardim Monte Carlo, resume o que vê ao caminhar pelo bosque. "Já passei aqui quando está cheio de fezes. Está razoável hoje, que está seco, mas quanto melhor, melhor, né?" Já a cuidadora de idosos Odete Comazzi, moradora da área central comenta chateada: "A limpeza aqui não é grande coisa, principalmente na entrada da Rio de Janeiro. Outro dia, por muito pouco, não caí." Com atenção, a cuidadora segue e a cena se repete: as poças de água ficam para trás, assim como o lixo que o jato d´água não deu conta de empurrar, os excrementos também e o caminhão vai embora, parecendo que está tudo em ordem, como lembra a bandeira nacional. Para piorar, o Bosque também é local de prostituição e de pequenos furtos, o que gera ainda mais revolta em quem convive diariamente de perto com o que seria um dos cartões postais da cidade.

CMTU informa que faz o que está ao alcance
De acordo com o gerente de limpeza da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), Álvaro do Nascimento, o trabalho de limpeza do bosque e do Zerinho tem sido intensificado. "Retiramos recentemente sete caminhões de folhas e excrementos. Temos que melhorar muito ainda, mas infelizmente o que temos em mãos é isso, é o que pode ser feito, até porque estamos passando por um momento de contingenciamento", explicou. (WV)

Sema anuncia plano de manutenção
De acordo com o biólogo e gerente de projetos da Secretaria de Ambiente, Paulo Cezar Dolibaina, recente reunião definiu um plano para elevar a qualidade do tratamento dispensado ao bosque central. "Vamos elaborar um plano de ações com periodicidade para limpeza, coleta de lixo e manutenção contínua." Dolibaiana adiantou que não há prazo para início desse plano. "Enquanto isso, as ações já realizadas continuam em andamento." (W.V.)


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