Um afluente do Ribeirão Cambezinho, Zona Oeste de Londrina, está sendo usado como "privada". De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), galerias pluviais de Cambé, que deveriam receber apenas água de chuva, são usadas clandestinamente para o descarte de esgoto e resíduos industriais. E toda essa sujeira tem como destino os lagos Igapó em Londrina.
Fiscais do IAP recolheram amostras na última semana. Caso seja identificado o poluidor, a multa pelo crime ambiental varia de R$ 500 até R$ 50 milhões. "Uma amostra dessa água já havia sido analisada pelo IAP e constatou níveis altíssimos de contaminação. Mas a situação atual é bem mais grave. Se tentarmos avaliar o grau de poluição, com certeza, nossos aparelhos serão destruídos tamanha a gravidade do problema", afirmou o chefe regional do IAP, Raimundo Maia Junior.
Segundo ele, o forte odor e a cor escura da água denunciam que o curso d’água está recebendo descarga irregular. "Apenas a água da chuva deveria cair neste local, mas muito esgoto sanitário e resíduos industriais tomaram o poço do ribeirão cambézinho (um ponto na divisa entre Londrina e Cambé, próximo ao viaduto da BR-369). Essa água abastece todo o Igapó, cartão postal de Londrina, e, devido ao pH (potencial Hidrogeniônico) da água estar alto e extremamente ácido, peixes e outros animais acabarão morrendo", advertiu. O chefe do IAP adiantou ainda que apenas o tempo pode atenuar a situação: "somente com a chegada das chuvas e com a renovação da água poderemos ter uma melhora no quadro".
A inspeção das galerias pluviais de Cambé é dever da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da cidade e a limpeza cabe à Secretaria de Obras do mesmo município. Caso sejam localizados, os culpados serão autuados por crime ambiental. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Fiscais do IAP recolheram amostras na última semana. Caso seja identificado o poluidor, a multa pelo crime ambiental varia de R$ 500 até R$ 50 milhões. "Uma amostra dessa água já havia sido analisada pelo IAP e constatou níveis altíssimos de contaminação. Mas a situação atual é bem mais grave. Se tentarmos avaliar o grau de poluição, com certeza, nossos aparelhos serão destruídos tamanha a gravidade do problema", afirmou o chefe regional do IAP, Raimundo Maia Junior.
Segundo ele, o forte odor e a cor escura da água denunciam que o curso d’água está recebendo descarga irregular. "Apenas a água da chuva deveria cair neste local, mas muito esgoto sanitário e resíduos industriais tomaram o poço do ribeirão cambézinho (um ponto na divisa entre Londrina e Cambé, próximo ao viaduto da BR-369). Essa água abastece todo o Igapó, cartão postal de Londrina, e, devido ao pH (potencial Hidrogeniônico) da água estar alto e extremamente ácido, peixes e outros animais acabarão morrendo", advertiu. O chefe do IAP adiantou ainda que apenas o tempo pode atenuar a situação: "somente com a chegada das chuvas e com a renovação da água poderemos ter uma melhora no quadro".
A inspeção das galerias pluviais de Cambé é dever da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da cidade e a limpeza cabe à Secretaria de Obras do mesmo município. Caso sejam localizados, os culpados serão autuados por crime ambiental. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)