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Entrega Legal tem divulgação ampliada

29 ago 2018 às 21:15

Com o objetivo de atingir mais pessoas e proteger a gestante e a criança, a Vara da Infância e da Juventude realizou um evento direcionado a integrantes de órgãos que compõem a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente de Londrina e que atuam em postos de saúde, Ministério Público, Conselhos Tutelares, Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Os presentes sinalizaram a importância do tema e o encontro, que foi no Centro Cívico de Londrina, trouxe à tona a responsabilidade de toda a sociedade a respeito da questão que coloca crianças em risco.
A advogada e assessora parlamentar Letícia Perdigão, 39 anos, acredita que a informação para mais pessoas é muito positiva. "As mulheres decididas a entregar legalmente a criança devem se sentir amparadas pela lei. Sabemos como a Lei Maria da Penha ganhou espaço e isso é fundamental". Letícia considera que as mulheres não expõem o interesse em entregar o filho para adoção por medo. "De serem julgadas e condenadas pela própria família e também pela sociedade". Atento às sanções a quem abandona o filho, o agente de saúde Zenóbio Pinheiro, 32 anos, destaca: "Temos um papel importante, pois estamos na linha de frente". O agente trabalhava em uma unidade no jardim Carnascialli e considera que diante das informações de quem tomou conhecimento, a atenção nos atendimentos será outra, bem como o atendimento às gestantes, especificamente, até mesmo para aquelas que não se mostram capazes de seguir adiante com a maternidade. "Essa é uma informação preciosa e que permite que evitemos até tragédias ou casos semelhantes como o da criança abandonada na lixeira do terminal", comparou. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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