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Engole o choro, Seleção

03 jul 2014 às 09:53
Felipão se reuniu na noite de segunda com seus jogadores na Granja Comary para pedir a todos eles que parassem de chorar e controlassem melhor seus sentimentos. Essa foi a proposta também para chamar novamente a psicóloga Regina Brandão. O resultado já foi visto na terça, nas declarações de dois jogadores do Brasil, o goleiro reserva Victor e o volante Ramires. Ambos se valeram do discurso de que o País todo está dando muito destaque para a emoção sentida e mostrada pelos atletas na batalha contra o Chile, sobretudo antes das cobranças de pênaltis.
Felipão disse aos jogadores que tudo o que eles viveram em Belo Horizonte, toda a intensidade daquela partida, deve ser esquecida. A comissão técnica não quer que o elenco leve a experiência para o jogo com os colombianos, nesta sexta, no Castelão, em Fortaleza, sob a condição de que isso pode prejudicar o rendimento dos jogadores. A presença da psicóloga na Granja Comary é também para "ensinar" aos jogadores que emoções vividas devem ficar guardadas na memória e lembradas eventualmente, com conotação positiva. Felipão e Regina tentam tirar essa ansiedade do grupo.
"Não vejo essa emoção toda sentida na partida contra o Chile pelos jogadores como um peso para a seleção. Nós estamos vivendo essa Copa intensamente, e alguns se emocionam um pouco mais que outros, choram mais. Mas o exemplo do Julio Cesar é bacana, porque ele chorou antes dos pênaltis e fez o que fez (duas defesas)", disse o goleiro Victor.
Neste meio de semana, a psicóloga Regina Brandão terá encontros individuais com alguns jogadores, como por exemplo o capitão Thiago Silva, que se descontrolou durante as cobranças de penalidades contra o Chile e não quis assumir a responsabilidade de fazer a última cobrança, como queria Felipão. Quem bateu e marcou foi o atacante Neymar. (Agência Estado)

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