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Encostadinha - Batida leve também exige cuidados

30 mar 2015 às 09:37

Aquele que nunca deu uma encostadinha em um muro, um poste ou até mesmo em outro veículo que atire a primeira pedra. Nos grandes centros urbanos, de trânsito caótico, este tipo de colisão é frequente. Porém, mesmo que ao descer do veículo e ter a felicidade de não constatar nenhum dano aparente, os especialistas do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) aconselham encaminhar o automóvel para uma oficina especializada.
Tal recomendação acontece porque mesmo no caso da colisão não ter sido muito forte e o para-choque tenha absorvido parte da energia do impacto e voltado a sua posição inicial, as peças que estão atrás dele podem ter se danificado.
Alguns destes componentes são desenvolvidos justamente com esse propósito: absorver parte da energia do impacto em colisões, protegendo outros mais importantes. Um exemplo é a travessa com crash-box, uma peça desenvolvida para ser danificada em um impacto com o objetivo de proteger a longarina do veículo e peças mecânicas como o radiador, que possui valor mais elevado que a travessa com crash-box.
Um fato muito importante é que com o crash-box danificado, pode ser que em uma próxima colisão o acionamento das bolsas infláveis do airbag seja alterado, podendo prejudicar a segurança dos passageiros.
O proprietário do veículo deve tomar esse cuidado, pois se ocorrer uma colisão em baixa velocidade onde o para-choque efetuar a deformação elástica e os componentes de absorção de impactos forem danificados, pode ser que na próxima colisão, as peças que funcionam como proteção, tanto para a segurança dos ocupantes do veículo quanto para componentes mais importantes, não irão fazer o seu papel e os prejuízos serão muito maiores.

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