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Empreendimentos seguem sem solução

29 jul 2018 às 20:44

Ao mesmo tempo em que estão em situações diferentes, os residenciais Flores do Campo (na zona norte) e Alegro Villagio (zona sul) enfrentam barreiras burocráticas que impedem ambos de terem suas obras finalizadas e servirem como moradia a quem está na fila há um tempão.
O Alegro Villagio, próximo ao conjunto Jamile Dequech, estava quase lá, quando a construtora responsável pela obra anunciou que não tinha mais condições de seguir com as obras. A Caixa informou que o empreendimento, que tem 144 unidades habitacionais, está com 72,62% da obra executada, estando com os blocos inacabados em várias etapas de construção.
Sobre a construtora que abandonou o barco, a instituição apontou que, como uma representante do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), "negativou a construtora bem como seus responsáveis". A consequência disso, é que eles não poderão mais operar em novas obras financiadas pela Caixa. A rescisão do contrato aconteceu no dia 18 de junho depois da construtora ainda apresentar um plano de ação que, segundo a Caixa, foi considerado "inviável" está "adotando as providências necessárias para a cobrança da multa contratual".
A Caixa informou ainda que a única empresa habilitada através de chamamento público não apresentou interesse em finalizar as obras no Alegro Villagio. Segundo o presidente da Cohab (Companhia de Habitação de Londrina), Luiz Cândido de Oliveira, foi contratado uma empresa para fazer a segurança do local. "A última informação que nos passaram foi da vigilância, para não acontecer o mesmo que no Flores (do Campo)", disse.
No Flores, o buraco é mais embaixo. Ocupado desde outubro de 2016, o prazo de reintegração de posse no residencial de 1.218 apartamentos venceu no dia 2 de julho, mas até agora ninguém se mexeu. Oliveira disse que aguarda decisão do Estado. "Por ser obra do Governo Federal, é necessário que a reintegração seja feita pela Polícia Federal e o seu efetivo aqui não é suficiente. É preciso apoio de forças estaduais, como a Polícia Militar".
O coronel Luiz Roberto Costa, do 2º CRPM (Comando Regional da Polícia Militar) informou que esteve reunido com a PF para "refazer o planejamento e definir quais as medidas deverão ser tomadas". Costa ressaltou que "é preciso terminar uma análise quantitativa de quantas pessoas ainda ocupam o local para organizar o efetivo". O delegado da PF em Londrina, Jorge Moreira Ciccotti declarou que com a suspensão da reintegração de posse em novembro de 2017, por decisão do TRF da 4ª região, "é necessário a retomada do contato com órgãos de segurança, assim como a Caixa e o Conselho Tutelar, para voltar as tratativas do assunto".
Para o Flores do Campo, foram pagos à construtora anterior 48% dos recursos financeiros, mesma porcentagem das obras executadas. Com a ocupação, a Caixa prevê que deverá ser feito um novo levantamento técnico para "análise da necessidade de aporte de recursos para a conclusão", devido ao orçamento anterior (confirmar valor) estar defasado. (Edson Neves/NOSSODIA)


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