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EM PLENA PRIMAVERA - Árvore que matou 4 morre

Paulo Monteiro
NOSSODIA
22 out 2015 às 08:57

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A árvore onde um carro bateu e matou quatro jovens acabou secando às margens da Avenida Saul Elkind, na zona norte de Londrina. Prestes a completar um ano, o acidente ainda emociona as pessoas que passam pelo trecho, que liga a região ao município de Cambé. Alguns questionam por que a árvore também acabou morrendo. O mais curioso é que o mato e toda a vegetação em volta continua crescendo normalmente, diferente da árvore, que sequer faz sombra às quatro cruzes que sinalizam a tragédia.
Na noite de 9 de novembro de 2014, cinco passageiros estavam em um Toyota Corolla. Todos haviam deixado Cambé e seguiam em direção a um bairro da zona norte, onde residiam. A poucos quilômetros do destino, o motorista perdeu o controle e atingiu a árvore no sentido oposto da pista. Com o impacto, o veículo foi incendiado e algumas das vítimas acabaram carbonizadas, outras foram lançadas com o batida. Quatro dos jovens morreram na hora: Amanda, 18 anos, Danielle, 21, Wagner, 23, e João Paulo, 18. A única sobrevivente foi Luciana, 19.
"Acho que foi o pior acidente que já aconteceu por aqui. Foi tão triste que a árvore chegou a secar", observa a dona de casa Zulmira Oliveira. Já o comerciante Hélio Bezerra relembra que a árvore não estava doente antes da tragédia. "Não. Ela tinha muitas folhas e flores, principalmente nesta época, da primavera", comenta. "Admito que ainda não tinha notado que ela tinha ficado assim. Vejo que foi só ela mesmo, as outras e o mato em volta ainda continua crescendo", compara Bezerra.

Fogo pode ser o responsável
O fogo que consumiu o veículo após o acidente também atingiu o tronco e os galhos da árvore. Para o professor de biologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), José Marcelo Torezan, as chamas podem ter também matado o vegetal. "Foi o próprio fogo, provavelmente. Não estive no local e não fiquei sabendo do episódio, mas o combustível e o fogo degradam o solo onde a explosão acontece, por isso acredito que eles destruíram a árvore. O mato é mais resistente e continua a brotar, apesar da queimada", resume Torezan. (P.M.)


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