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EM ESTADO TERMINAL - O Raio-X dos terminais de bairro

09 fev 2017 às 10:09


Fotos: Paulo Monteiro

No terminal da zona oeste, entre outros problemas é possível ver a cratera bem no caminho dos ônibus


Quer pagar seus pecados? Então vá tentar usar o banheiro em qualquer um dos terminais

Se falta conforto dentro de alguns ônibus, nos terminais de integração (de bairros) a situação não é muito diferente para o usuário do transporte coletivo. Londrina possui pelo menos cinco terminais com problemas, localizados nas zonas norte e sul (inaugurados em 1993), rural (em 1999), e oeste (em operação desde abril de 2014). Na última semana, a reportagem visitou cada um dos espaços e registrou as dificuldades enfrentadas pela população, que sofre com a falta de manutenção e os danos causados pelos vândalos.
Na região norte estão localizados três dos terminais de integração. Aparentemente, todos necessitam de uma reforma. Um deles fica na Avenida Saul Elkind, o terminal do conjunto Vivi Xavier. Faltam assentos (cadeiras). A malha asfáltica está com fissuras e os passageiros sentiam os solavancos dentro dos coletivos em movimento. Nos banheiros os maiores problemas. As portas estavam enferrujadas, o usuário corre o risco de se machucar. Algumas baias (divisórias), entre as privadas, não possuíam portas. O mau cheiro do lugar toma conta de grande parte do terminal. Não havia produtos (sabonete, papel) para a higiene. As cestas transbordavam de lixo, os pisos e azulejos destruídos. Tubulação com vazamentos e cabos elétricos expostos ao lado da pia.
"Se é difícil para os passageiros, imagina para nós, que trabalhamos diariamente neste lugar? Passamos oito horas por dia aqui dentro. Um sofrimento danado. Não temos como usar o banheiro numa condição de urgência. Imagina se dar uma dor de barriga em alguém?", questionou um rapaz que trabalha no Vivi Xavier. Para evitar possíveis retaliações, ele pediu para não ter o nome divulgado.
A dois quilômetros e meio de distância está o terminal do Conjunto Ouro Verde, na zona norte, ao lado do autódromo Ayrton Senna. O espaço apresenta praticamente a mesma situação do Vivi Xavier. Uma particularidade era a falta de postes e placas identificando os números (das linhas) dos ônibus. O Terminal do Conjunto Milton Gavetti é o menos problemático da região norte. Mesmo assim há goteiras e pisos quebrados. Ainda faltam assentos (cadeiras), a calçada em volta está esburacada e dificulta o acesso dos pedestres.

Buraco ameaça motoristas e passageiros
Inaugurado há menos de três anos, o terminal da zona oeste já apresenta problemas. O caminho usado pelos ônibus possuía um grande buraco. Segundo um dos motoristas, o ônibus ameaçava tombar no local por causa do defeito no asfalto. Apesar do forte calor, o bebedouro também estava danificado.
Já na zona sul, a poeira cobria todo o piso do terminal Acapulco. Além disso, o mato alto em volta atrapalhava a circulação dos pedestres. Também faltam assentos, pisos. O asfalto tinha alguns buracos. Principal alvo de reclamações da comunidade, os banheiros estavam com as janelas quebradas, portas enferrujadas e outros objetos deteriorados. "Não há condições de usar o banheiro. Dá nojo de passar perto. O cheiro é horrível", disse a dona de casa Rosana Correa. "Pego ônibus aqui há 15 anos e entrei neste banheiro apenas duas vezes. Falta coragem. O mau cheiro é muito desagradável", reforçou a professora Rose Oliveira. "Se falta espaço para sentar ou sobra calor e empurrões dentro do ônibus, aqui fora a sujeira está por todo o espaço. A Prefeitura ainda precisa recolocar as cadeiras pra gente aguardar os ônibus", acrescentou a dona de casa Maria Celina. (P.M.)


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