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Em escritório de advocacia - Carrão de luxo é apreendido

04 jul 2018 às 22:10

A Polícia Civil de Londrina cumpriu na quarta-feira (4) um mandado de busca e apreensão em um escritório de advocacia na região central. A ação resultou em um carro de luxo - um Porsche Boxster na cor prata, ano 2012, que vale aproximadamente R$ 240 mil - recolhido pela Polícia. O carro tem placas de Curitiba.


Corre na comarca de Assaí uma ação contra um advogado londrinense pelo crime de improbidade administrativa. Ele teria sido contratado para atuar em licitações e pareceres técnicos da cidade de Nova América da Colina, a 67km de Londrina. No entanto, o Município possui um procurador jurídico que poderia fazer o mesmo serviço. "Estavam pagando uma quantia alta, entre R$ 400 a R$ 500 mil, para outra pessoa sendo que já tem outro na cidade remunerado para isso. Acharam um desperdício de dinheiro público e entraram com essa ação", explicou o delegado do 1º DP de Londrina, Edgard Soriani.


Dessa medida, Soriani comenta que um inquérito será instaurado pela Polícia Civil de Londrina para apurar os crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. "A decisão do bloqueio de bens se deu no dia 16 de março. O advogado tentou vender o carro um dia depois e notou o bloqueio. Com isso, ele adulterou o documento, transformando o "1’ em "0", para constar a data de venda para o dia 07 de março, antes da decisão judicial. Isso configura falsidade ideológica", completa.


A tentativa de venda do veículo era para o sócio. "Pela tabela FIPE aponta que o carro vale R$ 240 mil e tentou vender por R$ 150 mil, valor muito abaixo do praticado no mercado. E o carro está em nome do escritório. Por que o sócio do escritório compraria um veículo que pertence ao próprio escritório?", questiona o delegado, que afirmou que o sócio vendeu o carro para uma terceira pessoa, moradora de Porecatu, que ainda não foi escutada pela polícia. Para Soriani, o advogado tentou ocultar um bem, o que recai sobre o crime de lavagem de dinheiro.

"Mesmo que ele seja absolvido em Assaí pela improbidade, aqui ele vai responder por esses dois crimes. A ação de lá deu a necessidade dele falsificar os documentos daqui". O delegado declarou que o valor pago ao advogado pelo serviço que não foi prestado mais a multa pelo crime de improbidade chega a R$ 1,3 milhão, valor que deve ser ressarcido aos cofres de Nova América da Colina. A apreensão do carro é uma medida de "garantia" que este valor seja pago.


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