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Eles são mais ‘ousados’ do que elas

04 ago 2014 às 08:29
Um estudo realizado no final do ano passado pela PageGroup – empresa líder mundial de recrutamento especializado – confirma: os homens são mais ousados do que as mulheres quando estão em busca de emprego. A pesquisa analisou o comportamento padrão de profissionais de 18 a 35 anos no momento de procurar uma posição no mercado de trabalho.
O resultado apontou, entre outras coisas, que três em cada 10 homens afirmaram já ter abordado um "caça talentos" pelas redes sociais, mesmo sem conhecê-lo. Além disso, os homens utilizam mais sua rede de contatos na busca por uma oportunidade profissional do que as mulheres (56% a 51%). As consultorias de recrutamento também são opções frequentes deles, enquanto elas preferem os sites de emprego. É uma diferença pequena, certamente, mas que indica uma tendência de comportamento já notada por recrutadores e técnicos em treinamento de gestão, os coachs.
O especialista Guilherme Piazzetta afirma que a mulher, de uma forma geral, está mais direcionada a se preocupar com componentes que valorizem o amor, a comunicação, a beleza e as relações. "Ela mede o grau de satisfação pelos sentimentos que tem e os relacionamentos que gera. Já o homem valoriza o poder, a competência e a realização", esclarece. Daí a tendência dele ser mais agressivo na procura por um emprego do que a mulher. "Quando você calcula o risco pessoal de ser mais agressivo ou não na busca de um emprego, para o homem pesa mais, porque ele tem a necessidade de satisfazer a relação de coisas que ele quer ter", explica.
A gerente de consultoria Patrícia Tourinho, da Michael Page, observa que os homens ainda são maioria nos cargos de alta gestão do que as mulheres, o que também poderia facilitar um comportamento mais ousado por parte deles no momento de buscar novas posições no mercado de trabalho. Mas ela comenta que cada vez mais mulheres estão buscando ferramentas para competir em pé de igualdade com os homens no mercado de trabalho.
Em relação ao uso das redes sociais, Patrícia Tourinho diz que é uma maneira de desenvolver o relacionamento profissional de forma tranquila. Portanto, não há o que temer. "Utilizando sua rede social, como Linkedin por exemplo, que é um site de relacionamento voltado para contatos profissionais, você cria vínculos e não fala só da profissão especificamente, mas dos seus medos, das suas experiências. É uma ferramenta extremamente válida", garante. (Diego Prazeres/Folha de Londrina)

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