Enquanto a turma dos "nem nem" – jovens que nem estudam e nem trabalham -, só cresce e não tem vergonha de mostrar a cara, entre os idosos é possível encontrar inspiração para sair da mesmice, haja vista a disposição e a qualidade de vida que muitos exibem. Com uma rotina equilibrada, NOSSODIA traz dois exemplos para tirar você do sedentarismo e aproveitar mais tudo o que a vida tem de bom. Atividades físicas, trabalhos manuais e ocupações sociais são, de acordo com a médica geriatra, práticas saudáveis e produtivas.
Independência é uma palavra que tem tudo a ver com a aposentada Elia Abe, 81 anos. Moradora do centro de Londrina, frequenta o Centro de Convivência do Idoso do jardim Bandeirantes, na região oeste, participa de coral e, como ela própria diz, é muito ativa: "Da hora que acordo até a hora de ir dormir". Pula da cama cedo e faz café, tricota e faz almoço. Dos afazeres domésticos, a filha Luciana se incumbe e é da cozinha que vem os maiores elogios. "Meu marido gosta muito da minha comida", conta. Elia também dança, faz ginástica e o artesanato é outra área que lhe rende elogios, tamanho é o seu capricho e criatividade. "Aprendi olhando e tudo o que vejo e gosto, faço de meu jeito." Formada em Educação Artística, Elia tem cinco filhos, cinco netos e cinco bisnetos. Já foi professora de Datilografia, crochê, tricô. A novela do horário nobre, desconhece. "Gosto de TV, mas não fico à toa. Gosto de trabalhar e vou assistindo o que passa na TV. Sobre sua disposição, não julga ser nada atípico. "Ah, normal", diz com modéstia.
Independência é uma palavra que tem tudo a ver com a aposentada Elia Abe, 81 anos. Moradora do centro de Londrina, frequenta o Centro de Convivência do Idoso do jardim Bandeirantes, na região oeste, participa de coral e, como ela própria diz, é muito ativa: "Da hora que acordo até a hora de ir dormir". Pula da cama cedo e faz café, tricota e faz almoço. Dos afazeres domésticos, a filha Luciana se incumbe e é da cozinha que vem os maiores elogios. "Meu marido gosta muito da minha comida", conta. Elia também dança, faz ginástica e o artesanato é outra área que lhe rende elogios, tamanho é o seu capricho e criatividade. "Aprendi olhando e tudo o que vejo e gosto, faço de meu jeito." Formada em Educação Artística, Elia tem cinco filhos, cinco netos e cinco bisnetos. Já foi professora de Datilografia, crochê, tricô. A novela do horário nobre, desconhece. "Gosto de TV, mas não fico à toa. Gosto de trabalhar e vou assistindo o que passa na TV. Sobre sua disposição, não julga ser nada atípico. "Ah, normal", diz com modéstia.
Fotos: Walkiria Vieira

Elia Abe, 81 anos: disposição para dar e vender
Verdura do próprio quintal
De degrau em degrau, o aposentado Yukinori Mikami chega à horta que idealizou em sua casa, no jardim Leonor, região oeste. Fica na laje e há dois anos o projeto alterou, para melhor, a rotina de Mikami. Das tardes sempre iguais diante da TV, hoje colhe frutos do que semeou, plantou e cuida com esmero. Há tomate cereja, rúcula, alface, acelga, pepino, cebolinha, espinafre, cenoura e a família se orgulha de já ter colhido até melancia tipo baby. Felizes com as atividades de seu Mikami, filha e esposa atribuem a esta ocupação a melhora na qualidade de vida. "Antes ele se queixava de dores nas pernas, falava que as verduras do mercado chegaram muito duras e agora está mais ativo, feliz e disposto. E todos nós também", relata a filha Amélia Mikami Orikasa. Da semente à mesa, Mikami doa-se e se sente feliz nessa nova fase de tanta produtividade. A laje que antes servia mais de mirante, hoje enche os olhos de quem aceita o convite, sobe e espia do que é capaz o querido ditian. Para quem quiser conhecer mais a horta: https://www.youtube.com/results?search_query=horta+do+ditian (W.V.)
De degrau em degrau, o aposentado Yukinori Mikami chega à horta que idealizou em sua casa, no jardim Leonor, região oeste. Fica na laje e há dois anos o projeto alterou, para melhor, a rotina de Mikami. Das tardes sempre iguais diante da TV, hoje colhe frutos do que semeou, plantou e cuida com esmero. Há tomate cereja, rúcula, alface, acelga, pepino, cebolinha, espinafre, cenoura e a família se orgulha de já ter colhido até melancia tipo baby. Felizes com as atividades de seu Mikami, filha e esposa atribuem a esta ocupação a melhora na qualidade de vida. "Antes ele se queixava de dores nas pernas, falava que as verduras do mercado chegaram muito duras e agora está mais ativo, feliz e disposto. E todos nós também", relata a filha Amélia Mikami Orikasa. Da semente à mesa, Mikami doa-se e se sente feliz nessa nova fase de tanta produtividade. A laje que antes servia mais de mirante, hoje enche os olhos de quem aceita o convite, sobe e espia do que é capaz o querido ditian. Para quem quiser conhecer mais a horta: https://www.youtube.com/results?search_query=horta+do+ditian (W.V.)
Atividades fazem bem à saúde
A médica geriatra Lindsey Mitie Nakakogue enfatiza os benefícios de se manter ativo com o passar dos anos e com a chegada da aposentadoria, não sendo esta, motivo para a ociosidade. "Tudo vai depender de como a pessoa encara a situação. Esse deve ser um momento planejado e há muitas opções como engajar-se a uma ONG, realizar tarefas manuais, investir no lazer, por exemplo. Agora, a falta de ocupação pode levar a um quadro de depressão", alerta. "Nos postos de saúde e nas igrejas, há grupos da melhor idade e aquelas mulheres que não trabalhavam fora, mas se veem sem os filhos, já criados, também devem se ocupar e se integrar a atividades sociais para não sofrer da chamada ‘Síndrome do Ninho Vazio’, uma alusão à saída dos filhos de casa", acrescenta. Segundo Nakakogue, nunca é tarde para aprender. "A capacidade de aprendizado não é reduzida com a idade. Pode demandar mais tempo para assimilar, mas consegue aprender normalmente", incentiva. (W.V.)
A médica geriatra Lindsey Mitie Nakakogue enfatiza os benefícios de se manter ativo com o passar dos anos e com a chegada da aposentadoria, não sendo esta, motivo para a ociosidade. "Tudo vai depender de como a pessoa encara a situação. Esse deve ser um momento planejado e há muitas opções como engajar-se a uma ONG, realizar tarefas manuais, investir no lazer, por exemplo. Agora, a falta de ocupação pode levar a um quadro de depressão", alerta. "Nos postos de saúde e nas igrejas, há grupos da melhor idade e aquelas mulheres que não trabalhavam fora, mas se veem sem os filhos, já criados, também devem se ocupar e se integrar a atividades sociais para não sofrer da chamada ‘Síndrome do Ninho Vazio’, uma alusão à saída dos filhos de casa", acrescenta. Segundo Nakakogue, nunca é tarde para aprender. "A capacidade de aprendizado não é reduzida com a idade. Pode demandar mais tempo para assimilar, mas consegue aprender normalmente", incentiva. (W.V.)