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Ele quer pendurar as chuteiras por cima

17 jul 2014 às 09:23
Um velho conhecido do torcedor do Tubarão deve ser o titular no ataque nos próximos jogos pela Copa do Brasil, caso o time supere o Santos, dias 31 de julho e 14 de agosto. Como não pode escalar o recém-contratado Bruno Batata (que já disputou o torneio pelo J. Malucelli), o treinador Cláudio Tencati provavelmente coloque em campo o centroavante Alexandre Oliveira.
Aos 35 anos, o jogador tem razões de sobra para se dedicar e tentar fazer um semestre bom e com conquistas. São os últimos seis meses de carreira profissional e ele quer encerrá-la por cima: com o acesso à Série C e o avanço a mais fases da Copa do Brasil. "Seria importante se a gente conseguisse o acesso para terminar com chave de ouro", resumiu.
Bambu, como foi apelidado pelo torcedor, perdeu uma parte da preparação para ir a Dubai receber uma homenagem de seu ex-clube e possível destino quando se aposentar dos gramados. Mesmo assim, garantiu estar inteiro para as disputas e pronto para ajudar o time. "Perdi uns dias nos Emirados (Árabes), mas agora já estou bem, treinando, participando dos jogos treinos e se o professor precisar de mim estarei sempre disposto para ajudar o time", assegurou.
Nos jogos treinos realizados nesta intertemporada, Bruno Batata só não começou jogando uma vez e justamente Alexandre foi seu substituto. Foi contra o PSTC, na semana passada. As outras opções para o setor são Paulinho e Mádison, que ainda não convenceram Tencati. "O professor tem várias opções de variações. Contra o PSTC, saí jogando, mas quem vai decidir é o professor durante a semana do jogo do Santos. A gente vem trabalhando forte. Se começar jogando, estarei feliz. Se não começar, farei de tudo para poder ajudar no tempo em que estiver em campo", disse o atacante.
Alexandre está decidido mesmo a parar este ano. Queria ter parado já após o título paranaense, mas foi convencido por Sérgio Malucelli, cartola do Londrina, a estender o contrato, mas já avisou que de dezembro não passa. "Era para ser no fim do Paranaense. Já adiei por mais seis meses. O Sérgio queria até o fim do Paranaense de 2015, eu não aceitei. Em dezembro já está decidido, já estou até fazendo um trabalho com o psicólogo e em dezembro vou pendurar a chuteira mesmo", garantiu.
Os sete anos que passou em Dubai não serviram apenas para deixar Alexandre com a vida financeira resolvida. Ele também cativou o dono do Al Wasl, que o quer na coordenação das categorias de base. (Thiago Mossini/Folha de Londrina)

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