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VOLTAVA DE FESTA

ELA TERIA BEBIDO - Acidente com promotora acaba na delega

10 ago 2015 às 10:05

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A promotora de Justiça Leila Schimiti foi conduzida à delegacia após se envolver em um acidente de trânsito no qual bateu em duas picapes, no início da noite de sábado, próximo ao Zerão. Segundo boletim de ocorrência, ela apresentava sinais de embriaguez. A promotora foi ouvida e liberada. Leila é uma das responsáveis pela Operação Publicano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que desmantelou esquema de corrupção envolvendo auditores da receita estadual.
O acidente ocorreu quando a promotora conduzia um Corola e, ao tentar fazer a conversão da Avenida Higienópolis para a via Aminthas de Barros, acabou atingindo duas caminhonetes Amarok, paradas na mão contrária. De acordo com o boletim de ocorrência, a promotora tinha fala desconexa e exalava odor etílico. Ela teria informado aos policiais que retornava de uma festa na área rural. O documento ainda aponta que os policiais ofereceram a possibilidade de a promotora fazer o teste do bafômetro, mas ela se recusou.
Leila Schimiti foi conduzida à 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP), acompanhada pelo procurador Cláudio Esteves, ex-coordenador do Gaeco em Londrina. A promotora seguiu na viatura policial para a delegacia, onde foi feita a identificação dos envolvidos no acidente. Ela foi ouvida e liberada, sem pagar fiança.(Luís Fernando Wiltemburg/Grupo Folha)

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Pedido de desculpas
Na tarde de domingo, a promotora Leila Schimiti emitiu nota em que pede desculpas a todos os envolvidos e à sociedade em razão do "lamentável evento". "Na oportunidade, me submeti às medidas determinadas pelas autoridades e assim será em relação às demais consequências legais advindas deste episódio", disse.
Ela conclui a nota pedindo serenidade a Deus para "continuar trabalhando em benefício da sociedade". A FOLHA tentou contato com a promotora pelo telefone celular, mas as ligações não foram atendidas.
Cláudio Esteves disse que acompanhou Leila até a delegacia por designação do Procurador-Geral do MP, Gilberto Giacoia, por envolver um membro e para zelar pelos interesses do órgão. "Eventualmente, em situações de imputação de crimes, é necessário que haja o acompanhamento de outro membro do MP", explica.
Ele também afirma que Leila foi liberada sem pagar fiança porque a Lei Orgânica do Ministério Público garante prisão de um de seus membros apenas em situação de crime inafiançável. "Não era o caso. Portanto, ela não deveria ser presa e, por consequência, não deveria pagar fiança", diz.
Ainda de acordo com ele, a promotora aceitou ser levada à delegacia, mesmo que não fosse obrigatório, para evitar a impressão de ter ocorrido privilégios.
A assessoria de imprensa do MP afirmou que o órgão aguarda o recebimento de cópia do boletim de ocorrência para abertura de procedimento pela corregedoria para averiguar eventual falta disciplinar. (L.F.W.)

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