Bela, baixinha, loira e muito, muito veloz. Essa é Indy Munhoz, brasiliense de 24 anos. Em meio a dezenas de pilotos e de diversas categorias, a ‘pequena notável’ chegou a Londrina sem chamar muito a atenção do público, mas deixou o município como um dos destaques da 3ª etapa do SuperBike Brasil, realizada no último fim de semana no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
Largando na quarta posição, ela brigou e revezou a liderança por diversas vezes com os marmanjos da Copa Kawasaki Ninja 300, que não lhe deram moleza. Chegou em segundo lugar, posição que lhe garantiu a ponta da classificação com 60 pontos na competição. "Estou contente. Larguei em quarto e briguei pelo primeiro lugar até o fim", ressaltou. "Nunca tinha corrido em Londrina, que tem uma pista muita desafiadora", ressaltou, relembrando o fim de semana de superação. "Chegamos na sexta-feira. Passamos o sábado acertando a moto, conseguimos um bom lugar no grid de largada", valoriza. "Não fomos nem para hotel descansar. Dormimos no autódromo mesmo. Sem luxo", relatou a piloto da Kawasaki Ninja número 199, segunda colocada na abertura da temporada, em Goiânia, e quarta em Nova Santa Rita-RS. Com apenas um 1m50 de altura e 49 kg, ela estreia na categoria e já deixa muito marmanjo de boca aberta ao dominar com perfeição a máquina envenenada. A bela divide todo o desenvolvimento da moto, gastos com equipamentos e peças, treinamento e outras tarefas com o maridão Wendell Vaz, que também é o chefe da sua equipe e maior incentivador.

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Começo foi no globo da morte
"A velocidade está no sangue", destaca a piloto. Além de competidora nas categorias motovelocidade e supermoto, Indy já se apresentou até no globo da morte, um dos números mais conhecidos do circo. "Minha paixão pela moto vem de muito cedo. Venho de família circense e participo de números com motocicletas desde os primeiros anos de vida. Entre eles o globo da morte, onde aprendi as primeiras manobras em cima de duas rodas", relembra a piloto.
Indy, que foi bicampeã (2013/2014) brasiliense na categoria mil cilindradas, não se limita a se aventurar apenas nas corridas. Ela também é piloto de "wheeling" (modalidade ainda mais radical do motociclismo, que consiste em realizar manobras em apenas uma roda, cuja ousadia, coragem e perícia são exigidas ao extremo). Entretanto, o que mais a deixa preocupada é a falta de patrocinadores, o que pode impedi-la de participar da 4ª etapa do SuperBike, em Interlagos, no dia 30 de agosto. (P.M.)
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