Para quem está empregado, fim de ano é sinônimo de uma grana extra com a chegada do décimo terceiro salário. Para quem emprega, esse ano tem exigido mais fôlego. Seja para manter as vendas em alta, a produção em dia ou a empresa no azul, 2015 mostra um cenário mais desafiador. A reportagem do NOSSODIA foi conhecer um pouca da história e do empenho de duas empresas, uma de alimentos e uma de calçados. Veja como elas estão se desdobrando para manter a casa em ordem.
Santa variedade
Com 20 anos de funcionamento, a Casasanta Alimentos, localizada na Vila Nova, em Londrina, soma 28 itens em seu mix de produtos. Tudo começou com o biscoito de polvilho, ainda carro-chefe. Depois veio a rosca de pinga, de coco, bolos caseiros variados e mais recentemente o panetone chegou para ajudar nas vendas. De acordo com a sócia-empresária Ana Célia Casasanta, desde 2014 o panetone entrou na produção para ficar. "Com ele, um novo colaborador que foi contratado há menos de três meses e também uma forma de mostrar uma receita nova tanto para quem já é cliente como para os novos que podem se interessar pelos nossos clássicos." A empresa familiar emprega oito na produção. Na rua, são mais 20 na equipe de vendas e os três irmãos literalmente colocam a mão na massa para ver o negócio prosperar. "Somos formiguinhas, trabalhamos mesmo. Não demitimos e isso já é positivo." Enquanto uma parte da massa é preparada, na outra ponta os panetones embalados estão prontinhos para entrega. "Recebemos uma encomenda de 350 unidades de Wenceslau Braz (Norte Pioneiro). Nesse período entregamos o panetone em padarias, mercados pequenos e não imaginamos que íamos crescer assim. Afinal, começamos usando o forno de casa", explica. "É um misto de satisfação e responsabilidade", acrescenta.
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A microempresária Ana Paula Pietro aposta em calçados acessíveis para manter a Zapattos, localizada no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste), de pé. Com rasteirinhas a partir de R$ 15,90, há ainda alpargatas, plataformas, sapatilhas e sandálias para atender mulheres de diferentes faixas etárias e que não procuram grandes marcas, mas conforto e principalmente o que cabe no bolso. "Toda a produção é feita aqui, temos duas lojas e não terceirizamos. Além disso, sabemos que nossa clientela quer preço." Pietro enfatiza ainda que a empresa dá oportunidade para familiares. "Estamos atentos ao mercado desde agosto, precisamos demitir meses atrás e agora nossa produção está estável." São 120 pares por dia. "Sabemos que vai aumentar um pouco agora por causa do Natal e Ano Novo, mas não vamos contratar. Decidimos pela hora extra remunerada e também estamos nos adaptando às mudanças na economia que atingiram em cheio nossa rotina. A conta de luz, por exemplo, passou de R$ 800,00 para R$ 1.556,00 – foi o que paguei esse mês".
O peso dos tributos cobrados pela União, além dos Estados e municípios em 2014 chegou a 33,47% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados da Receita Federal divulgados na última semana. O índice corresponde a tudo que foi desembolsado em impostos no período. Em valores correntes, os tributos federais, estaduais e municipais arrecadados em 2014 foram da ordem de R$ 1,84 trilhão, enquanto o PIB do mesmo período somou R$ 5,52 trilhões. A Receita também revisou o desempenho tributário bruto do país em 2013, levando em conta a revisão do PIB feita pelo IBGE. Desta forma, o país desembolsou 33,74% do PIB naquele ano para o pagamento de impostos, o equivalente a R$ 1,74 trilhão.