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É possível parar - Luta contra o fumo

05 jun 2017 às 10:58


No último dia 31 de maio foi celebrado o Dia Mundial de Luta Contra o Tabaco. Dados apresentados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), comprovam que o consumo do tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos e custa aos lares e aos governos mais de US$ 1,4 trilhão, em razão de despesas com saúde e da perda de produtividade. "O tabaco ameaça a todos nós", alertou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. "Ele exacerba a pobreza, reduz a produtividade econômica, contribui para pobres escolhas alimentares domésticas e polui o ar interior", completou. No dia a dia, os fumantes se reúnem debaixo de marquises, na porta de bares e restaurantes, uma vez que as restrições aos fumantes limitaram sua liberdade em determinados espaços. Em um parquinho público, reportagem do NOSSODIA encontrou a dona de casa Luana Veríssimo, 20 anos. Nem durante os minutos de duração de uma entrevista, Luana deixa de fumar. Fora o fato de fazer do alheio, fumante passivo, está grávida de quatro meses. Durante as duas outras gestações, também o fez. A aposentada Therezinha de Jesus, 78 anos, por sua vez, fuma desde os oito de idade. "Comprava solto, com as moedas que ganhava dos tios, no lugar do doce". Para ela, o cigarro está nas prioridades tal como o arroz e feijão, o remédio para a fibromialgia, a depressão e o indicado para dormir melhor. Da hora que acorda até deitar, não sabe ao certo quantos são os tragos e não pensa em parar. Já o taxista William da Silva Lodi, 31, ressente-se porque já chegou a ficar três meses sem o vício. "Acabei me perdendo de novo. Gasto em média R$ 200 por mês". Fora isso, Lodi sofre com o sentimento da dependência ser forte. "Passei por nervosismo, ansiedade e acredito que se eu tivesse procurado ajuda, teria sucesso e não voltaria a fumar", diz.

Isaac Sitta Fontana

Fácil acesso e livre oferta colaboram para consumo

Parar de fumar pode ser mais tranquilo do que se imagina
No grupo dos vencedores, a cabeleireira Katia Tiene, 29 anos, se considera liberta. "Pela fé em Deus, por força de vontade e determinação", assegura. Há nove meses, ela e o marido Junior deixaram os maços de cigarro no passado. "Fumei por 10 anos e saber também o mal que isso poderia trazer para minha filha foi decisivo." A profissional recorda que deixava de comer para fumar e o consumo era de dois maços ao dia – somando o casal. Mais feliz, recorda que durante um momento na Igreja Presbiteriana Central, em Londrina, se sentiu tocada e foi adiante na conquista de sua liberdade. "Não que a igreja tenha imposto isso, mas fui tocada. Os primeiros dias são difíceis, mas todo mundo pode superar", incentiva. "Minha vizinha fuma e não tenho preconceito nem me incomodo com o cheiro, mas tenho o sentimento de que essa decisão me fortaleceu para tantas outras e me sinto capaz e forte para outras lutas". A psicóloga e enfermeira Salomé de Moura concorda com Katia e enfatiza: "A pessoa têm que acreditar em si e a família, por sua vez, tem papel fundamental nesse processo porque pode fazer o fumante lembrar de outras conquistas e de sua capacidade de superação." A psicóloga explica que é um processo e terapia individual ou em grupo são aliadas. , "Ao vencer esse processo, o sentimento de confiança em si ganha muito e isso é positivo em todos os aspectos da vida do ex-fumante – para sua saúde, na vida social e no trabalho, pois a produtividade de um fumante é diferente", alerta. De pensar que uns começaram a fumar quando a mãe pedia que acendesse o cigarro no fogão", reflete.


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