Neste primeiro semestre de 2017, a Câmara Municipal de Londrina tem oito representações/denúncias protocoladas contra parlamentares. O número representa o dobro das apresentadas na última legislatura. Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, foram registradas apenas quatro denúncias, o que representa média de uma por ano.
Das oito denúncias de 2017, apenas duas estão na Comissão de Ética do Legislativo. A primeira foi protocolada pelo estudante Pedro Henrique Linares Gil contra o vereador Filipe Barros (PRB), que acusa o parlamentar de quebra de decoro por ter xingado trabalhadores de "vagabundos" e postado vídeos na internet praticando bullying no dia 28 de abril, durante greve geral convocada por sindicatos. Esse processo está em fase de apresentação de defesa à Comissão.
Sobre o mesmo caso, existe outra representação, de número 6, do coletivo de sindicatos, que pode ou não ser anexada à denúncia do estudante. Anteriormente, em entrevista à FOLHA, Barros dissera ter se equivocado quanto à forma, mas não quanto ao conteúdo. "São as mesmas críticas que venho fazendo desde minha campanha contra sindicatos ligados à CUT", afirmou.
O único caso concluído este ano pela Comissão de Ética é contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta. Após 60 dias de análise, a Comissão decidiu aplicar "censura escrita" a Boca Aberta por conduta atentatória ao decoro parlamentar no caso intitulado "Blitz da Saúde", ocorrido em janeiro, quando o vereador se envolveu em confusão com servidores da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim do Sol.
Das oito denúncias de 2017, apenas duas estão na Comissão de Ética do Legislativo. A primeira foi protocolada pelo estudante Pedro Henrique Linares Gil contra o vereador Filipe Barros (PRB), que acusa o parlamentar de quebra de decoro por ter xingado trabalhadores de "vagabundos" e postado vídeos na internet praticando bullying no dia 28 de abril, durante greve geral convocada por sindicatos. Esse processo está em fase de apresentação de defesa à Comissão.
Sobre o mesmo caso, existe outra representação, de número 6, do coletivo de sindicatos, que pode ou não ser anexada à denúncia do estudante. Anteriormente, em entrevista à FOLHA, Barros dissera ter se equivocado quanto à forma, mas não quanto ao conteúdo. "São as mesmas críticas que venho fazendo desde minha campanha contra sindicatos ligados à CUT", afirmou.
O único caso concluído este ano pela Comissão de Ética é contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta. Após 60 dias de análise, a Comissão decidiu aplicar "censura escrita" a Boca Aberta por conduta atentatória ao decoro parlamentar no caso intitulado "Blitz da Saúde", ocorrido em janeiro, quando o vereador se envolveu em confusão com servidores da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim do Sol.
Boca Aberta na liderança
Acostumado a polêmicas, Boca Aberta lidera o ranking de pedidos, das oito denúncias da Casa; só ele é alvo de quatro representações. Numa delas, a enfermeira Regina Amâncio acusa o vereador de pedir doações na página dele nas redes sociais sob falsos argumentos. Segundo descreveu a autora, o vereador mente ao dizer que a arrecadação é para garantir fundos para pagar uma multa judicial por um protesto feito na UPA para "defesa do povo".
A denúncia relata que a verdadeira finalidade de Boca Aberta seria pagar uma multa de R$ 8 mil imposta pela Justiça Eleitoral por propaganda irregular realizada em setembro, na última campanha política. O vereador nega as acusações e tenta uma manobra jurídica para anular a denúncia. "O Código de Ética é nulo em alguns artigos por conta de Ação Direta de Inconstitucionalidade; é por esse caminho que vamos provar que a representação não tem validade", disse o vereador.
O embate entre dois vereadores já rendeu outra denúncia arquivada na semana passada por falta de provas. Boca Aberta acusou Jamil Janene (PP) de manobra política para assumir o cargo como suplente na chapa. Ele ocupou a vaga após o prefeito Marcelo Belinati (PP) ter nomeado para o primeiro escalão o vereador eleito em 2016, Fernando Madureira (PTB) e o seu primeiro suplente Tio Douglas (PTB), respectivamente, para a Fundação de Esportes e Acesf. (G.M.)
Acostumado a polêmicas, Boca Aberta lidera o ranking de pedidos, das oito denúncias da Casa; só ele é alvo de quatro representações. Numa delas, a enfermeira Regina Amâncio acusa o vereador de pedir doações na página dele nas redes sociais sob falsos argumentos. Segundo descreveu a autora, o vereador mente ao dizer que a arrecadação é para garantir fundos para pagar uma multa judicial por um protesto feito na UPA para "defesa do povo".
A denúncia relata que a verdadeira finalidade de Boca Aberta seria pagar uma multa de R$ 8 mil imposta pela Justiça Eleitoral por propaganda irregular realizada em setembro, na última campanha política. O vereador nega as acusações e tenta uma manobra jurídica para anular a denúncia. "O Código de Ética é nulo em alguns artigos por conta de Ação Direta de Inconstitucionalidade; é por esse caminho que vamos provar que a representação não tem validade", disse o vereador.
O embate entre dois vereadores já rendeu outra denúncia arquivada na semana passada por falta de provas. Boca Aberta acusou Jamil Janene (PP) de manobra política para assumir o cargo como suplente na chapa. Ele ocupou a vaga após o prefeito Marcelo Belinati (PP) ter nomeado para o primeiro escalão o vereador eleito em 2016, Fernando Madureira (PTB) e o seu primeiro suplente Tio Douglas (PTB), respectivamente, para a Fundação de Esportes e Acesf. (G.M.)