Entra mês, sai mês, o cidadão tem que rebolar para honrar as contas. Esteja ele empregado, ou não. Quando pego de surpresa por altas repentinas, literalmente de calças curtas, o bicho pega. Prestes a encarar uma conta de água mais salgada e diante de preços que fogem do orçamento, como é o caso da dúzia de ovos – encontrada por até R$ 7, consumidor afirma que faz malabarismo para sobreviver. Em entrevista ao NOSSODIA, professora de economia e nutricionista dão orientações para encarar o problema com tranquilidade.
Da lista do mercado, o porteiro Antonio Carlos da Silva, 46 anos, quer distância. Em dois empregos, o morador do Newman Sayum atua como jardinagem e paisagismo em um turno e porteiro em outro. Na hora de encarar o mercado, é a esposa quem faz serviço. "Sei que ela pesquisa antes para economizar e eu em minha folga, prefiro o futebol para aliviar o estresse"", confessa. Já a vendedora ambulante Ivana Oliveira, 49 anos, moradora do Jardim Califórnia, diz que no caso dos ovos, está chocada. "Eu deixei de comer ovos esses dias e ouço muita gente brava com essa situação. O jeito é comer mais verduras. Inclusive temos que ver como vai ficar a conta de água", discursa, lembrando que os serviços de saneamento também sofrerão acréscimos.
A diarista Aparecida Francisca, 40 anos, diz que se perde com os preços na gôndolas. "Tanta coisa aumentou que a gente fica estressado. Mas tem que sobreviver e a gente vai rebolando." O ponto positivo de Francisca é o fato de que em sua casa, que são três pessoas, todo mundo come de tudo. "É todo mundo de boa", afirma. Adelaide Paes, 52 anos, é vendedora. "Eu pratico ginástica financeira". Moradora da Vila Fraternidade, diz que se sente lesada. "Não tem mais por onde economizar. Água é algo básico e esse aumento veio como bomba. Para mim é um absurdo, um verdadeiro roubo", lamenta.
Nutricionista Adriana Lopes sugere substituições na mesa: "A proteína está presente em outros alimentos"
Da lista do mercado, o porteiro Antonio Carlos da Silva, 46 anos, quer distância. Em dois empregos, o morador do Newman Sayum atua como jardinagem e paisagismo em um turno e porteiro em outro. Na hora de encarar o mercado, é a esposa quem faz serviço. "Sei que ela pesquisa antes para economizar e eu em minha folga, prefiro o futebol para aliviar o estresse"", confessa. Já a vendedora ambulante Ivana Oliveira, 49 anos, moradora do Jardim Califórnia, diz que no caso dos ovos, está chocada. "Eu deixei de comer ovos esses dias e ouço muita gente brava com essa situação. O jeito é comer mais verduras. Inclusive temos que ver como vai ficar a conta de água", discursa, lembrando que os serviços de saneamento também sofrerão acréscimos.
A diarista Aparecida Francisca, 40 anos, diz que se perde com os preços na gôndolas. "Tanta coisa aumentou que a gente fica estressado. Mas tem que sobreviver e a gente vai rebolando." O ponto positivo de Francisca é o fato de que em sua casa, que são três pessoas, todo mundo come de tudo. "É todo mundo de boa", afirma. Adelaide Paes, 52 anos, é vendedora. "Eu pratico ginástica financeira". Moradora da Vila Fraternidade, diz que se sente lesada. "Não tem mais por onde economizar. Água é algo básico e esse aumento veio como bomba. Para mim é um absurdo, um verdadeiro roubo", lamenta.
Walkiria Vieira
Nutricionista Adriana Lopes sugere substituições na mesa: "A proteína está presente em outros alimentos"
Nutricionista e professora de economia orientam consumidor
Do ponto de vista da nutricionista Adriana Lopes, 51 anos, as substituições são sempre alternativas para enfrentar crises. No caso do ovo, que está na berlinda, Adriana considera que pode-se usar verduras e oleoginosas ricas em proteínas ou as carnes para que não falte proteína na alimentação. "Um dos segredos para não sofrer nesse momento é gostar de tudo, não ter frescura e, assim, não ficar refém das situações da economia", sugere. A professora de Economia da UniFil e mestre em Teoria Econômica, Maria Eduvirge Marandola, esse é um momento de recompor o orçamento. "Não há boas notícias por agora, até porque estamos em um ano de crise política com respingos na economia. As elevações de preços em itens básicos para quem já está economizando tudo o que pode e não tem como se acomodar, vai amargar mais um aperto em seu orçamento, infelizmente". (W.V.)
Do ponto de vista da nutricionista Adriana Lopes, 51 anos, as substituições são sempre alternativas para enfrentar crises. No caso do ovo, que está na berlinda, Adriana considera que pode-se usar verduras e oleoginosas ricas em proteínas ou as carnes para que não falte proteína na alimentação. "Um dos segredos para não sofrer nesse momento é gostar de tudo, não ter frescura e, assim, não ficar refém das situações da economia", sugere. A professora de Economia da UniFil e mestre em Teoria Econômica, Maria Eduvirge Marandola, esse é um momento de recompor o orçamento. "Não há boas notícias por agora, até porque estamos em um ano de crise política com respingos na economia. As elevações de preços em itens básicos para quem já está economizando tudo o que pode e não tem como se acomodar, vai amargar mais um aperto em seu orçamento, infelizmente". (W.V.)
Uma luz no fim do túnel?
Uma compensação para o bolso do consumidor vem da companhia de energia. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anuncia bandeira tarifária verde para este mês. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, os fatores que contribuíram para o retorno da bandeira verde foram a maior afluência das vazões que chegaram aos reservatórios das hidrelétricas em maio de 2017 e a perspectiva de redução do consumo de energia elétrica. (W.V.)
Uma compensação para o bolso do consumidor vem da companhia de energia. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anuncia bandeira tarifária verde para este mês. De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, os fatores que contribuíram para o retorno da bandeira verde foram a maior afluência das vazões que chegaram aos reservatórios das hidrelétricas em maio de 2017 e a perspectiva de redução do consumo de energia elétrica. (W.V.)
Resposta da Sanepar
Em nota, a Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná, esclarece: "a Revisão Tarifária Periódica dos Serviços Públicos de Saneamento Básico segue o que está previsto na Lei 11.445 de 2007 e os parâmetros foram definidos pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). O consumo mínimo foi ajustado para 5m³ de água. Atualmente, 22,2% da população paranaense se enquadra nesta faixa de atendimento e receberá desconto na tarifa de 2,5%. Também serão beneficiados aqueles que consomem até 8m³, com um reposicionamento menor do que os 8,53% médio. Somados, aqueles que consomem até 5m³ e os demais que consomem até 8m³ totalizam 44,3% da população do Estado (4,6 milhões de pessoas). Nas demais faixas de consumo, será aplicado o reajuste médio de 8,53% sobre o exato volume consumido". (W.V.)
Em nota, a Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná, esclarece: "a Revisão Tarifária Periódica dos Serviços Públicos de Saneamento Básico segue o que está previsto na Lei 11.445 de 2007 e os parâmetros foram definidos pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). O consumo mínimo foi ajustado para 5m³ de água. Atualmente, 22,2% da população paranaense se enquadra nesta faixa de atendimento e receberá desconto na tarifa de 2,5%. Também serão beneficiados aqueles que consomem até 8m³, com um reposicionamento menor do que os 8,53% médio. Somados, aqueles que consomem até 5m³ e os demais que consomem até 8m³ totalizam 44,3% da população do Estado (4,6 milhões de pessoas). Nas demais faixas de consumo, será aplicado o reajuste médio de 8,53% sobre o exato volume consumido". (W.V.)