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É fogo - Queimadas pioram período de seca

27 set 2017 às 21:30

Não bastasse a estiagem – já são 38 dias dias sem chuva na cidade de Londrina até o fechamento desta edição -, as queimadas colaboram para piora da qualidade do ar. De acordo com o meteorologista do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), Tarcizio Valentin da Costa, a última chuva data de 20 de agosto. "Em 19/08, choveu 13,2 milímetros e no dia 20, choveu 29,8. De lá pra cá, não choveu. É um momento crítico, mas essa situação deve se modificar a partir do sexta-feira, o mais tardar no fim de semana com a chegada de um frente fria", explica.
O anúncio de chuva alegra a população, pois seja em áreas de pasto ou no lixo urbano, a fumaça propagada pelos incêndios altera a rotina, principalmente das pessoas que convivem com problemas respiratórios. A manicure Mirian Pereira, 26 anos, moradora do Parque Ouro Branco, reclama: "Sofro de rinite alérgica. Deixo o soro na geladeira e vou pingando. Alivia bastante, mas se todo mundo colaborasse, seria o ideal."
Botar fogo no lixo, segundo a manicure, é prática comum e muito prejudicial. "Domingo mesmo, logo cedinho, quando acordei, o chão estava todo coberto de fuligem. Sempre aproveito a água da máquina para lavar o chão, mas no dia seguinte não tinha como esperar, tive que lavar", desabafa para se sentir um pouco melhor. No União da Vitória I, a bronca dos moradores tem motivo. A cabeleireira Aline Garcia, 30 anos, mantém a roupa lavada na máquina e aguarda a fumaça se dissipar. "Se eu estendo agora, perco todo a lavagem. É muito complicado porque ficamos com o nariz trancado e a casa tomada pela fumaça. Meu filho tem cinco anos e sofre principalmente à noite. Percebo que mal dorme. Para aliviar um pouco comprei um umidificador e os ventiladores precisam ficar ligados para a fumaça sair de dentro de casa. Com isso, estou pagando mais caro na conta de luz", reclama.


Prática criminosa
De acordo com a gerente de fiscalização da Sema (Secretaria Municipal de Ambiente), Graziella Santana Damante, a prática de queimadas é comum e proibida. "Há toda uma legislação que nos apoia. O Código de Posturas do Município, por exemplo, por meio da lei 11.468/2011 proíbe e, dependendo da situação, se gerar fumaça tóxica por exemplo, pode ser entendido como crime ambiental e gerar processo criminal. Em outros casos, a multa varia de R$ 100 a R$ 3 mil, dependendo da dimensão do dano", alerta. Graziella reforça que o objetivo da lei é disciplinar e manter a ordem, a higiene, a moral, o sossego e a segurança pública na cidade de Londrina. "Reclamações por queimadas estão no topo da lista e, graças às denúncias da população, temos êxito na fiscalizaçã. Só perdem para poluição sonora e maus tratos a animais. Essa é uma prática proibida, traz muitos problemas à população, principalmente nessa época de seca". (Walkiria Vieira/Redação NOSSODIA)

Serviço:
Reclamações e denúncias sobre queimadas podem ser feitas para o setor de fiscalização da Sema, pelo telefone (43) 3372-4770 ou para a Guarda Municipal, no telefone 153.


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