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É fogo - Calor e queimadas: combinação de tirar o fôlego

02 mar 2017 às 12:54


Na calada da noite ou não, respirar no Jardim Marajoara tem sido missão das mais complicadas por conta das constantes queimadas em áreas verdes do bairro da zona norte. Dependendo da direção do vento, uns sofrem mais que outros. O operador de empilhadeira Leonardo Lima, 25 anos, relata sua experiência. Ele é morador de um prédio vizinho à rua Olver Serra Zanetti. "No dia dessa queimada, a escola estava funcionando e meu filho de dois anos e seis meses estava em casa. Foi complicado. Só melhorou quando a direção do vento mudou. Isso é atitude de quem não tem consciência e, no fim, a gente é que paga o pato com tanta fumaceira", reclama.
O auxiliar de pesquisas Eudílio Resende, 56 anos, observa constante prática. Ele mora há 10 anos no bairro e alerta: "Ficamos preocupados com as três corujas que moram nessa área e como isso as prejudica. Vem gente de fora, joga lixo de todo jeito, taca fogo e logo se alastra." E apela: "Precisava de uma solução". Morador da rua Osmy Muniz, o operador de equipamento de extrusão Sidney Carlos Ramalho, 35 anos, comenta: "Se eu morasse bem de frente seria pior. A Prefeitura vem, roça e a própria vizinhança desrespeita e mete fogo". A autônoma Daiane Oliveira, 29 anos, também reclama da poluição ambiental: "Isso prejudica todo mundo. Deus me livre. Moro aqui há 20anos e isso não muda".

Serviço
Reclamações e denúncias sobre queimadas podem ser feitas para o setor de fiscalização da Sema, pelo telefone (43) 3372-4770 ou para a Guarda Municipal, no telefone 153.

Resposta

De acordo com o gerente de fiscalização da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema), Luiz Campanhã, a prática de queimadas é comum e proibida. "O Código de Posturas do Município, por meio da lei 11.468/2011 proíbe e, dependendo da situação, se gerar fumaça tóxica por exemplo, pode ser entendido como crime ambiental e gerar processo criminal. Em outros casos, a multa varia de R$ 100 a R$ 3 mil, dependendo da dimensão do dano", alerta. O objetivo da lei é disciplinar e manter a ordem, a higiene, a moral, o sossego e a segurança pública na cidade de Londrina. Campanhã informa que as reclamações por queimadas estão no topo da lista. "Só perdem para poluição sonora e maus tratos a animais". A gerente de Educação Ambiental, Queila Spoladore acrescenta que as campanhas educacionais são feitas com o intuito de sensibilizar moradores e comerciantes. (W.V.)


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