Quando Gilmara tomou a decisão de adotar, não havia um grupo de orientação. "Então busquei na Literatura a informação de que precisava, porque sempre tive o desejo muito forte de ser mãe e, para mim, não houve dificuldade, sempre tive muita certeza disso." A maturidade para assumir um filho é fundamental. No grupo Trilhas da Adoção há mulheres solteiras, casais tradicionais, casais homoafetivos. "É um grupo aberto, rotativo e com pessoas de Londrina e região dispostas a adotar. Nós nos esforçamos para explicar que filho é filho e a vida muda. Uma criança para adoção nem sempre é sinônimo de problema, mas muitas crianças irão demandar tempo e algumas tratamentos. Fazer terapia só ajuda porque haverá momentos em que o filho vai se questionar, vai se entristecer e haverá muitas coisas para lidar. Mas não precisa ter muito dinheiro, precisa ter vontade e logo, quem adota entende que vale muito a pena adotar, pois as pessoas que adotaram são muito realizadas nessa opção", afirma. (W.V.)