A falta de recursos é um dos principais entraves para execução de melhorias nos espaços públicos localizados em áreas periféricas de Londrina, segundo os responsáveis da administração municipal ouvidos pela reportagem. O presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Nado Ribeirete, afirmou que a equipe está analisando todos os projetos que estavam parados referentes aos espaços públicos e querem colocar em prática tão logo for possível. "Estamos mexendo no projeto do Lago Igapó e de sua barragem e fizemos o projeto de implantação de campos de futebol nas zonas norte, leste e sul", citou, explicando, no entanto, que não existe dotação orçamentária para algumas obras.
Já o presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira, destacou que manutenção das academias ao ar livre é cara e depende de recursos de emendas parlamentares. Ele ressaltou que a FEL pretende cobrir oito quadras esportivas, construir cinco pistas de skate e cinco campos de futebol society, garantindo que algumas delas seriam em bairros periféricos ou distritos rurais.
Sobre o campo do Lago Cabrinha, na zona norte, Madureira disse que vistoriou o local recentemente e avaliou que a estrutura está boa. Com relação ao CSU da Vila Portuguesa, afirmou que precisa avaliar o espaço. "Nem todos os problemas estão mapeados devido a equipe reduzida que a FEL possui." (Vítor Ogawa/Grupo Folha)
Sema aposta em parcerias com a comunidade
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) fará a reposição das lixeiras que se encontram danificadas nos fundos de vales do Lago Cabrinha, CSU da Vila Portuguesa, Monte Belo e da avenida Arthur Thomas. A programação do serviço será feita assim que a companhia concluir a confecção dos novos recipientes, que estão em fase de produção agora em janeiro. Quanto à capina e roçagem, a CMTU informa que faz o serviço a cada dois meses nesses locais. No Cabrinha e Lagoa Dourada, a última vez foi em novembro. No CSU o corte foi em dezembro.
Sobre a necessidade de podas e cuidados com espaços públicos, a gerente de Áreas Verdes da Secretaria Municipal de Ambiente, Simone Vecchiatti, esclarece que a pasta obedece o critério de priorizar grandes espaços que são mais usados pela população e depois segue para os menores. "Como temos um número reduzido de técnicos, ao fazer um encaminhamento para certa região aproveitamos para fazer intervenções em locais próximos dali", explicou.
A secretária municipal do Ambiente, Roberta Queiroz, destaca que a pasta possui vários projetos de recuperação de espaços públicos em parceria com a comunidade. "Temos um projeto com escolas para promover a ocupação desses espaços, além de ser uma forma de tornar a população em agentes fiscalizadores", destacou. "Não adianta a administração municipal cuidar de tudo. Com essas parcerias com escolas e instituições que tem nos procurado é possível ficar mais próxima da população", destacou.
Ela destacou que a arborização desses locais é bastante antiga, demanda manejo e deverá ser substituída. "Isso não pode ser feito tudo de uma vez. Serão priorizados os casos mais urgentes para poder liberar esse passivo e concentrar na manutenção preventiva. A gente tem feito esse trabalho no Lago Cabrinha, no Lago Norte, no Zerão e no Lago Igapó", apontou.
Queiroz aponta o problema da drenagem urbana como um dos maiores desafios. "Recentemente fizemos a limpeza dos sedimentos no CSU da Vila Portuguesa e deu uma boa liberada na vazão do córrego. A tendência é que isso se torne mais frequente." (V.O.)
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