Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
TODO MUNDO CABREIRO

E agora? - ‘Carne Fraca’ deixa consumidor de orelha em pé

22 mar 2017 às 20:07

Compartilhar notícia

Walkiria Vieira
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Carne moída, assado ao ponto, picadinho com legumes, estrogonofe ou um bife mal passado. De receitas variadas, o leitor do NOSSODIA se considera chef, mas diante das informações divulgadas nos últimos dias após a Operação "Carne Fraca", da Polícia Federal, sobre carnes e embutidos impróprios para consumo, se diz "perdidinho da Silva". Diante da repercussão das investigações da PF, que apontaram falhas de inspeção ao possível sensacionalismo, NOSSODIA foi a supermercados, açougues e até à cozinha da dona de casa para apurar como está o faro e o comportamento do consumidor frente ao noticiário.
Com sete anos de experiência, o açougueiro Rodrigo Andrade, 21 anos, entrega: "Foi o assunto do fim de semana. As pessoas mudaram o jeito de comprar e perguntam da procedência logo de cara. O povo tá ressabiado e notícia igual essa nunca vi." Ao mesmo tempo, diz que os clientes do minimercado onde trabalha, no Jardim Planalto, zona norte, podem ficar tranquilos. "Não trabalhamos com caixaria. A carne vem de Rolândia, chega fresca, é desossada em um caminho muito curto, seguro e com higiene", assegura. Do outro lado do balção, a consumidora Meire Ellen Magnente, 22 anos, moradora do Jardim Porto Seguro, afirma ter plena confiança no estabelecimento comercial onde faz as compras do dia a dia. "Ouvi muitos comentários e até piadas sobre o assunto, mas não vou deixar de comer carne". A balconista Alana Carolina, 20 anos, considera que toda carne ficou suspeita. "É muita informação e aposto na experiência da minha mãe. Ela é exigente. Só compra carne moída na hora, costuma observar bem e estou aprendendo com ela, afinal de contas, alimentação é coisa séria", reflete. A diarista Aparecida Evaristo, 60 anos, também observa bem: "A carne tem que estar bem vermelhinha e tem que ampliar essa fiscalização". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


Serviço:
Denúncias podem ser feitas pela Ouvidoria do Município ou na Vigilância Sanitária pessoalmente e o consumidor acompanha o processo via protocolo. O anonimato é garantido. Vigilância Sanitária: R. Atílio Otávio Bizato, 480 - Carlota, (43) 3372-9400. Ouvidoria Municipal: 3375 0001 ou 0800 400-1234.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Publicidade


Vigilância Sanitária de olho
O coordenador de Alimentação da Vigilância Sanitária de Londrina, Pedro Afonso Figueiredo, esclarece que é atribuição do órgão fiscalizar de forma contínua e diária açougues, supermercados, lanchonetes, ambulantes, feirantes e indústrias. "Atuamos das 7 às 18 horas para certificar que os produtos expostos à venda ou usados como matéria-prima venham de uma certificação e procedência seguras. Armazenamento, conservação e condições de saneamento devem estar em dia e o consumidor deve estar atento se o local apresenta todas as documentações em dia. A Vigilância varia de um a cinco anos a validade, dependendo do risco de alimento. Problemas de conservação, corpo estranho devem ser denunciados e apuramos. Toda irregularidade deve ser reportada e o consumidor tem um papel fundamental nesse processo, é nosso maior vigilante." Segundo Figueiredo, aproximadamente 8 mil estabelecimentos são de responsabilidade do setor. (W.V.)

Cadastre-se em nossa newsletter

Casas de carne de bairro ganham novos clientes
Na fila de uma casa de carnes na Vila Yara, zona leste de Londrina, mais gente para garantir o assado do fim de semana. De acordo com o gerente da unidade, Renato Silverio Bertoluci, os 32 anos de tradição atraíram novos clientes. "Não trabalhamos com carne fechada a vácuo e a procura por carne fresca deve ser o motivo. Na opinião de Bertoluci, pequenos produtores podem sofrer e serem contaminados com a onda de informações. "Foi muito alarde, fizeram muito pampeiro e talvez de uma maneira irresponsável". O gerente acredita em uma mudança de comportamento por parte do consumidor a partir desse momento: "Grandes mercados oferecem preço, mas nossa qualidade é incomparável", reforça. No jardim Agari, a tendência se confirma: Segundo o proprietário da casa de carnes, Jocimar do Espírito Santo, o efeito bombástico da notícia trouxe uma freguesia nova. "Nesse ano vamos comemorar três décadas. Temos intimidade com nossos clientes, conhecemos quem vem, o que compra de costume e foi nítida a presença de pessoas diferentes. Certamente já sabiam que nossa carne chega dia sim, dia não, é fresca e saudável." Com 23 profissionais empregados, Jocimar aposta na qualidade do produto e comemora a confiança da freguesia – nova e antiga. "Ouvimos piada o fim de semana porque isso é natural do brasileiro. Agora é continuar trabalhando certinho" (WV)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas