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Duros na queda - No Braço

Lucio Flávio Cruz
Grupo Folha
17 set 2015 às 14:02

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Ricardo Chicarelli
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Os londrinenses Erico Diamante e Márcio Meneguetti se preparam para a disputa do Campeonato Mundial de Luta de Braço, que se será realizado entre os dias 26 de setembro e 4 de outubro, em Kuala Lumpur, na Malásia. A competição é organizada pela Confederação Internacional de Luta de Braço (WAF).
O campeonato reúne os dois primeiros colocados nos rankings nacionais de cada uma das 11 categorias da modalidade. Erico e Márcio são integrantes da Associação Londrinense de Luta de Braço (ALLB) e únicos paranaenses no evento.
Diamante, de 27 anos, é o líder do ranking nacional da categoria até 65 quilos e vai para o seu segundo mundial. Em 2014, ele foi o sétimo colocado na disputa do braço direito e 14º, no esquerdo. Erico chega credenciado pelos títulos brasileiros nas três etapas do ano passado e nas duas realizadas em 2015.
"Melhorei muito a minha performance do braço esquerdo e todos os títulos deste ano foram em virtude disso. O objetivo é melhorar a colocação em relação ao ano passado e beliscar um lugar no pódio", frisou o atleta, que pratica a modalidade há 11 anos, mas intensificou os treinamentos a partir de 2014. "Os grandes adversários estão no leste europeu. Lá, os atletas são profissionais. Infelizmente, sofremos com a falta de incentivo no País".
Já Márcio Meneguetti, de 37, volta a participar de um Mundial depois de sete anos e prevê dificuldades na disputa da categoria até 90 quilos. "Se ficar entre os dez primeiros, já estará de bom tamanho. Como fiquei este tempo sem competir em eventos internacionais, posso sentir um pouco a disputa", apontou o atleta, que também é o treinador de Erico e presidente da ALLB.

Pra variar, falta grana
Márcio Meneguetti ressaltou as dificuldades financeiras e falta de apoio enfrentada pelos competidores. Ele mesmo conseguiu participar de apenas duas das cinco etapas das competições nacionais por falta de recursos e só garantiu a vaga para o Mundial no mês passado. Para estarem no Mundial, os atletas vão pagar do próprio bolso todas as despesas, orçadas em R$ 8 mil cada um.
Apesar de todos os problemas de estrutura, segundo o treinador, a Associação Londrinense está entre as três primeiras equipes do país, conforme os resultados no Campeonato Brasileiro. "Estamos com um trabalho de visitas em academias e treinos abertos com o objetivo de divulgar a modalidade e aumentar o número de atletas, em busca de novos talentos", revelou. Atualmente, a ALLB conta com 25 competidores filiados. (L.F.C.)


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