Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade

Drama - Família revoltada após morte de feto

Fábio Galiotto
Grupo Folha
29 jun 2015 às 09:13

Compartilhar notícia

Rei Santos
siga o Bonde no Google News!


A família de Kauane Carolina Sotana Lopes dos Santos, de 20 anos, que estava grávida de quatro meses e havia 12 dias carregava o filho morto, afirma que pedirá investigação para apurar se houve negligência no atendimento pela Unidade Básica de Saúde Orlando Cestari, no Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina). A jovem expeliu o feto na manhã de domingo e os parentes querem saber se era possível evitar a morte do bebê e se é aceitável fazer com que a mãe fique com o feto sem vida na barriga por um mês, já que a operação para retirada estava marcada para o próximo dia 16.
Kauane foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU). O cunhado dela, Jeferson Xavier, acredita que houve descaso. "Imagina o quanto uma mãe fica abalada por ficar um mês com um bebê morto na barriga? Falei para o meu irmão pegar um laudo no hospital porque vamos entrar com uma ação. Não podem nos tratar assim, somos seres humanos", disse. Ele completou que Kauane teve de levar o feto em um pote ao hospital.
Tia de Kauane, Cleonice de Oliveira afirmou que a jovem fez um ultrassom em uma clínica da cidade, depois de passar mal no início do mês. "Disseram que o coração do bebê estava fraquinho e mandaram um laudo para o médico do posto de saúde, que não tomou qualquer providência", disse. No último dia 16, em novo ultrassom, a família descobriu que a criança estava morta há dois dias. "Mandaram para o HU e o HU mandou ela voltar pra casa e esperar 30 dias, para fazer raspagem e tirar."

Indiferença no posto
Cleonice considerou que o principal problema foi a falta de atenção do médico do posto ao resultado do primeiro ultrassom. "O médico mandou por escrito para o médico do posto e ele não deve ter prestado atenção, porque disse que estava tudo bem e que era para ela voltar para casa. Depois, no dia 16, o bebê estava morto", disse. O menino, que seria o segundo filho de Kauane, receberia o nome de Davi Emanoel. Segundo o cunhado da jovem, ela estava na sala de espera do HU e não tinha sido atendida até as 18h20 de ontem. (F.G.)

Cadastre-se em nossa newsletter

OUTRO LADO
A reportagem tentou contato na UBS e no HU, mas atendentes disseram que somente diretores e assessores de imprensa poderiam dar informações sobre o caso, e somente a partir desta segunda. O secretário da Saúde de Londrina, Mohamad El Kadri, afirmou que não tinha informações sobre o episódio, mas que pretende analisar os laudos e ouvir as partes envolvidas antes de se posicionar.
El Kadri não quis opinar sobre a espera para a retirada do feto. A reportagem contatou um médico de Londrina, que não quis se identificar, e que informou que o procedimento não é incomum para casos em que não há contato do bebê com o meio externo. (F.G.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas