A cabeleireira Maria Rosa de Oliveira, 54 anos, encontra forças no trabalho para tentar superar a perda da filha. Estudante do 3º ano de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Vanessa teve seus sonhos interrompidos. "Minha filha foi assassinada quando ia de casa para a faculdade. Ela entrou na universidade com 17 anos e o sonho dela era, como médica, cuidar de pessoas que não pudessem pagar por um bom atendimento ", recorda.
De acordo com Maria, a filha teve a vida ceifada no dia 11 de dezembro de 2012. Sofreu asfixia e o corpo foi encontrado no mar dois dias depois. "Dezembro para mim é dor. É o mês em que ela foi morta, quando comemoraria 22 anos e ainda tem Natal e Ano Novo, mas eu morro a cada dia. Estou no puro calmante", confidencia.
Quando está sozinha em casa, Maria confessa que chora muito. Um certo conforto chega ao recordar da fé da Vanessa. "Minha filha era muito religiosa. Tudo era Deus na frente e morreu com um terço no braço", relata. A morte repentina da única filha deixou um grande vazio na vida da cabeleireira. "Éramos uma pela outra e embora tenha sofrido muito com a perda de meus pais e do meu marido, essa dor não se compara. Não passa", enfatiza.
O que tem dado alegria à Maria é seu trabalho e os elogios que recebe de suas clientes. No salão, a foto da filha tem lugar de destaque, assim como a imagem de Nossa Senhora Aparecida. "Foi um presente que ganhei dela", sorri.
(Walkiria Vieira/NOSSODIA)
De acordo com Maria, a filha teve a vida ceifada no dia 11 de dezembro de 2012. Sofreu asfixia e o corpo foi encontrado no mar dois dias depois. "Dezembro para mim é dor. É o mês em que ela foi morta, quando comemoraria 22 anos e ainda tem Natal e Ano Novo, mas eu morro a cada dia. Estou no puro calmante", confidencia.
Quando está sozinha em casa, Maria confessa que chora muito. Um certo conforto chega ao recordar da fé da Vanessa. "Minha filha era muito religiosa. Tudo era Deus na frente e morreu com um terço no braço", relata. A morte repentina da única filha deixou um grande vazio na vida da cabeleireira. "Éramos uma pela outra e embora tenha sofrido muito com a perda de meus pais e do meu marido, essa dor não se compara. Não passa", enfatiza.
O que tem dado alegria à Maria é seu trabalho e os elogios que recebe de suas clientes. No salão, a foto da filha tem lugar de destaque, assim como a imagem de Nossa Senhora Aparecida. "Foi um presente que ganhei dela", sorri.
(Walkiria Vieira/NOSSODIA)