Os moradores do Jardim Espanha, na zona leste de Londrina, foram surpreendidos na manhã de domingo. Em um terreno baldio entre uma creche e o Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon), na rua Santa Clara, um homem foi encontrado desacordado pelos moradores. A Polícia Militar foi acionada e constatou que ele já estava sem vida. Próximo ao corpo, diversas pedras e pedaços de madeira, inclusive com manchas de sangue, que podem ter causado a morte do homem. Ele não havia sido identificado até final da tarde de domingo.
A dona de casa Neide Fernandes acredita que a vítima foi arrastada até o terreno pelos assassinos. "Havia um rastro na terra, de mais ou menos 10 metros, até o corpo dele. Mas não posso falar se ele morreu aqui ou foi morto em outro lugar", relatou ela, dizendo que não ouviu gritos durante a madrugada e o início da manhã. "Ninguém viu, nem ouviu nada por aqui. Provavelmente por causa do frio, a rua estava bem deserta no momento. Os vizinhos só perceberam que havia uma pessoa caída por volta das 10 horas deste domingo", contou a moradora.
No muro localizado ao fundo do Creslon, unidade do Departamento de Execução Penal do Paraná, onde condenados cumprem pena em regime semiaberto, há uma câmera de segurança. O equipamento pode ter registrado as imagens do crime e dos suspeitos.
Os moradores comentaram que o terreno onde o corpo foi encontrado é utilizado por usuários de drogas. O ajudante de caminhoneiro Fábio dos Santos, que mora nas proximidades, revelou que a vítima frequentava o local. "Ele sempre passava por aqui atrás de drogas. Não o conheço, nem sei o seu nome, mas já vi ele também pedindo dinheiro no sinaleiro da rodoviária (na Avenida Dez de Dezembro). Esse rapaz costumava ainda dormir em um posto de gasolina abandonado, ao lado da rodoviária", acrescentou Santos.
Tatuagem pode ajudar na identificação
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Londrina (IML). Um funcionário explicou que a vítima possuía ferimentos na região da cabeça, causados por objetos "contundentes", como tijolos, barras de aço, grandes pedras ou pedaços de madeira. O corpo tinha aproximadamente 1,80m de altura, pele clara e idade entre 30 e 40 anos. A vítima não portava documentos. O único sinal de identificação seria uma tatuagem na região do tórax, com o nome Marilene.
Até o fim da tarde de domingo, a reportagem não obteve informações sobre a prisão ou a identificação de suspeitos. O assassinato deve ser investigado pela Delegacia de Homicídios de Londrina. (P.M.)
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