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DO PARQUE ARTHUR THOMAS - Sem pedir licença, macacos almoçam na vizinhança

Paulo Monteiro
NOSSODIA
14 abr 2016 às 09:28

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Júlio Cezar Bordini/arquivo
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Janelas bem trancadas, alimentos sempre fechados na geladeira e nada, nada de panelas sobre o fogão. São alguns dos cuidados tomados por uma comunidade na zona leste de Londrina. A prevenção não é para evitar a ação criminosa dos ladrões de plantão, que estão até dando um tempinho, mas sim o ataque de uma "gangue" de macaquinhos, que passou a deixar o Parque Arthur Thomas para se deliciar com o banquete dos humanos. Situação que causa transtorno aos moradores, uma vez que os primatas, além de acabar com a comida, deixam um rastro de bagunça nas residências.
O leitor Carlos Eduardo Alves, morador do Jardim Califórnia (localizado nas proximidades do parque), diz que ao chegar em casa, na última semana, teve uma surpresa. "Eu costumo guardar alimentos em uma dispensa, no fundo do meu quintal. Quando abri a porta, vi embalagens de alimentos esparramados no chão. Acredito que foram os macacos, pois esta não é a primeira vez que isso acontece", conta ele. A situação é antiga na região. O próprio NOSSODIA já havia produzido uma matéria sobre o caso há pouco mais de dois anos.
Morando na rua Charles Lindemberg, ao lado do Arthur Thomas, no Vale do Cambezinho, a dona de casa Janaína Ribas Cunha conta que ainda não recebeu a indesejada "visita" dos primatas, porém reforça que toma alguns cuidados para evitar a invasão. "Estou sempre em casa, mas quando dou uma saidinha, deixo as portas e janelas fechadas", afirma ela. "Moro em casa alugada. O proprietário me alertou sobre os macaquinhos, para eu não deixar a panela com comida sobre o fogão. Ele mesmo já morou nesta rua e teve a casa invadida. Contou que os macacos fizeram a maior bagunça com alimentos e produtos de limpeza na cozinha."

Hábito foi criado pela população
Apesar da ousadia dos bichinhos, a vizinha Amanda Regina destaca que muitos moradores têm o hábito de atrair os primatas para tirarem fotos. "Com pedaços de pão, eles ficam chamando os macacos para tirar fotos. Aí os bichos ficam mal acostumados e retornam para buscar comida", comenta ela. A gerente de áreas verdes da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Alessandra Siqueira, explica que o Parque Arthur Thomas fornece alimentos aos primatas, mas que eles têm como costume se alimentar em horários e locais diferenciados, além do mau hábito criado pelos próprios moradores. "O parque mantém o fornecimento de frutas, legumes e verduras aos bichos que vivem na mata. Porém, o animal silvestre não está acostumado a se limitar apenas em horário e local específicos. Vale ressaltar que o mau hábito de dar comida aos animais do parque foi criado e mantido pela própria população", diz ela.
No entanto, Alessandra Siqueira destaca que a prática de alimentar os bichos do parque não deve ser estimulada. "Estamos entrando numa época do ano de pouca oferta de alimentos em nossa mata, muito comum no outono e no inverno. Realidade que pode colaborar com a busca deles fora do parque. Mesmo assim, a orientação para o morador é que não alimente e também não deixe alimentos expostos. Acima de tudo, não machuque os animais", reforça a gerente de áreas verdes do município. "O parque está localizado em área urbana, possui diversas espécies de macacos, quatis, entre outros. O que é um benefício muito grande para a população, porém exige alguns cuidados", reforça Alessandra. Orientações ou esclarecimentos por parte da comunidade são oferecidos nos telefones 3372-4762 ou 3372-4763. (P.M.)


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