Sem espaço para brincar, as crianças do Jardim Monte Cristo, Zona Leste, são obrigadas a usar a rua para soltar pipas, passear de motoca e a improvisar o fundo de vale como campo de futebol. Mas para isso os pequenos correm riscos: as vias são esburacadas e a área para bater a bolinha é suja e cheia de lixo.
Na rua Tatsuo Shimazaki, do velho parquinho só existe o esqueleto do brinquedo. A madeira podre cai aos pedaços. O pneu e a corrente do balanço estão soltos e também impossibilitam o uso. Ao lado, Sérgio (12 anos), Edson (12) e Weverton (10) brincavam com a bola. Vigas de madeira serviam de traves nos gols. Apesar da precariedade, todo dia tem futebol por lá. Na hora de soltar pipa, os garotos disputam a rua com os carros. Motociclistas e pedestres podem ser atingidos pela linha com cerol a qualquer momento.
A falta de calçadas em frente às casas também força as crianças menores a procurarem o asfalto para andar de motoca ou bicicleta. Na rua Clara Sereno Spoladore, Leonardo (três anos) enfrenta a cratera em frente ao quintal para brincar. "Jogamos pedra, cimento e areia para melhorar um pouco, mas mesmo assim é perigoso. As pessoas vivem se machucando aqui", denunciou Rosemeire Mística, mãe de Leonado. "Quando ligamos pra Prefeitura, fica um passando pro outro e ninguém resolve nada", completou. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Na rua Tatsuo Shimazaki, do velho parquinho só existe o esqueleto do brinquedo. A madeira podre cai aos pedaços. O pneu e a corrente do balanço estão soltos e também impossibilitam o uso. Ao lado, Sérgio (12 anos), Edson (12) e Weverton (10) brincavam com a bola. Vigas de madeira serviam de traves nos gols. Apesar da precariedade, todo dia tem futebol por lá. Na hora de soltar pipa, os garotos disputam a rua com os carros. Motociclistas e pedestres podem ser atingidos pela linha com cerol a qualquer momento.
A falta de calçadas em frente às casas também força as crianças menores a procurarem o asfalto para andar de motoca ou bicicleta. Na rua Clara Sereno Spoladore, Leonardo (três anos) enfrenta a cratera em frente ao quintal para brincar. "Jogamos pedra, cimento e areia para melhorar um pouco, mas mesmo assim é perigoso. As pessoas vivem se machucando aqui", denunciou Rosemeire Mística, mãe de Leonado. "Quando ligamos pra Prefeitura, fica um passando pro outro e ninguém resolve nada", completou. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Esse monte de coisa velha e quebrada é o parquinho público onde as crianças tentam brincar
Na rua Clara Sereno Spoladore, o Leonardo tem que segurar firme para não cair com a motoca nos buracos
Resposta
O NOSSODIA entrou em contato com a Secretaria de Obras, para discutir o problema das ruas esburacadas, mas não conseguiu falar com ninguém na última sexta-feira. Sobre o parquinho e o lixo, a assessoria da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização afirmou que uma equipe iria até o local avaliar os problemas. No entanto, destacou que os brinquedos foram instalados há vários anos pela Secretaria de Meio Ambiente, que deveria fazer a manutenção. A Secretaria, por sua vez, argumentou que não seria mais responsável pelos parquinhos públicos. (P.M.)