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‘DEUS NOS ACUDA’ - Trabalhadores passam perrengue em terminal

14 jan 2018 às 18:40

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Paulo Monteiro
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O terminal exige agilidade, paciência e disposição dos passageiros que aguardam na avenida Terras de Santana, aos fundos de um shopping na zona sul de Londrina. Os ônibus estacionam na própria via, porém não há faixas, placas e nem um ponto fixo para cada linha. Desorientadas, as pessoas ficam em pé na calçada, muitas vezes o embarque e o desembarque são realizados debaixo de chuva, pois a cobertura não chega a todos os coletivos, nem protege dos fortes ventos. No momento de trocar de coletivo, o passageiro esbarra nas outras pessoas e ainda corre o risco de escorregar nas poças que cobrem o piso.
"O ônibus também joga água na gente quando estaciona. Não há placas indicando a parada de cada veículo. Eles param em qualquer lugar, muitas vezes fora da cobertura. A gente toma muita chuva e passa frio aqui também", relata a doméstica Clarice de Oliveira, que mora na região norte e trabalha em um condomínio próximo ao shopping. "Eu utilizo a linha 806 (Saul Elkind/Shopping Catuaí). Chego aqui antes das 6 horas da manhã, de segunda a sexta-feira, e essa estrutura já está lotada", destaca.
"Deus nos acuda. Na hora de ir embora, durante a tarde, já esperei até 40 minutos pelo ônibus", diz a doméstica. No interior do terminal há uma sala, com bancos e cadeiras. Porém as pessoas preferem aguardar em pé na calçada. "Aqui fora não tem lugar para sentar. Se a pessoa esperar lá dentro, ela não consegue chegar a tempo ou não vê o seu ônibus se aproximando", explica Clarice.
As críticas são parecidas entre os demais passageiros. "O desconforto é grande. Não há espaço para todos se abrigarem aqui. A cobertura é estreita e não protege todos nós da chuva", observa a operadora de call center Rafaela Ferreira da Silva. "As pessoas também se molham do terminal até os ônibus", reforça a auxiliar administrativa Elizabeth Mendes. "Eu utilizo este terminal pelo menos duas vezes por semana, mas a dificuldade é a mesma independente do dia. Seja no calor, no frio ou na chuva", diz a doméstica Sirlei Cedro dos Santos.
Esta área da zona sul cresceu consideravelmente nos últimos anos. Condomínios verticais, horizontais e universidades atraíram mais trabalhadores e estudantes para a região. Aparentemente, o terminal necessita de melhorias para acolher os usuários. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)


TCGL e Catuaí
Em nota, a TCGL informou que a construção do primeiro Terminal do Catuaí Shopping foi realizada, à época, pela TCGL em uma área interna do empreendimento para atender aos clientes. Com a ampliação do shopping, o Catuaí então cedeu uma nova área e a TCGL construiu um novo terminal, que é o atual e que está em funcionamento. Ainda segundo a nota, com o passar dos anos, devido ao crescimento populacional nas redondezas, mais linhas foram criadas pela CMTU para fazer integração no terminal, que não está mais comportando o movimento. Melhorias e ampliações só podem ser realizadas se o Catuaí Shopping ceder uma área maior para as obras que se fazem necessárias. Já o Catuaí Londrina ressalta que cedeu parte de seu terreno à Prefeitura para a construção do terminal de ônibus na década de 1990 e não é responsável pela administração do espaço. Mas o Shopping afirma estar aberto a discutir o assunto. (P.M.)

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CMTU
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informa que não é responsável pela gerência, como nos demais terminais da cidade, mas assegura que fiscaliza o espaço. Segunda a companhia, a manutenção do local é responsabilidade da administração do shopping e da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina). "Em relação ao Terminal do Shopping Catuaí, trata-se se área privada, na qual o poder público não pode intervir com melhorias. Entretanto, a CMTU, enquanto gestora do Sistema de Transporte Público Coletivo, irá cobrar que a concessionária TCGL promova melhorias no local", divulgou em nota. (P.M.)


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