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DEU RUIM - Tentativa de assalto termina mal para criminosos

17 dez 2017 às 20:51

Na manhã de domingo (17), um morador chegava na casa dele, na rua Kioto Okwat, no Jardim Maringá, na zona oeste de Londrina, quando foi rendido por um grupo de cinco assaltantes que utilizava uma camionete com placas clonadas de outra camionete de Amparo (SP). Ele foi obrigado a entrar no imóvel de onde os bandidos começaram a roubar alguns pertences. Uma pessoa que passava pela rua avistou a situação e avisou a Polícia Militar.
Em minutos o cerco foi montado, sendo dois detidos pela PM, um alvejado em confronto e dois detidos por um policial civil do Setor de Furtos e Roubos que também passava pelo local. Com a quadrilha, os policiais apreenderam duas armas e um rádio comunicador. Os assaltantes são moradores do Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste). Dois deles utilizavam papel alumínio para cortar o sinal da tornozeleira eletrônica. A vítima parabenizou a chegada rápida dos policiais, que também foram aplaudidos por vizinhos que presenciaram a ação.
Horas após a invasão, o silêncio imperava na rua Kioto Okiwat. De porta em porta, a reportagem do NOSSODIA tentou, ainda que por interfone, ouvir moradores sobre a manhã movimentada por conta da ocorrência policial. Vizinha aos fatos, a produtora rural Elza Nakamura, 55 anos, mora há 25 no jardim Maringá e admite: "Todos nos preocupamos". "Pelo meu filho mais velho, a gente não morava mais aqui. Ele também foi abordado tempos atrás nas proximidades, levaram o carro dele e agora ele sofre de síndrome do pânico".
Com dois cachorros que também fazem papel de cães de guarda, a família Nakamura ainda investe em alarme monitorado, cerca elétrica e bom relacionamento entre vizinhos. "Todas as ruas já estão cobertas e até quem ia esperar já instalou câmera por conta própria. Alguns também pagam vigilância particular. Mantemos a poda das árvores em dia e reforçamos a iluminação", afirma. Sobre a invasão mais recente, a desse domingo, dona Elza relata que quando notou a movimentação, já havia se dado o desfecho. "Estava de saída, ficamos muito assustados. Temos medo. Num primeiro momento achei que fosse acidente de carro porque aqui sobem e descem em alta velocidade."
Ainda atônita, ela reforçou que os moradores são unidos e que nas cinco vezes em que foi vítima, foi durante a noite. "Agora é de dia e de noite. Eles não tem limites e a gente estava até falando sobre os que saem nesse período de festas da cadeia. Acredito que nem todos tenham bom comportamento", comenta. Sobre a segurança no bairro, considera que já tenha sido melhor. "Antes passava mais polícia e quando as crianças eram pequenas, era bonito de ver. Todas podiam brincar livremente", recorda. Com a lista de telefones de todos os moradores em mãos, pensa: "Além de tomar cuidado e investir em proteção, a gente precisa rezar uns pelos outros", diz. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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