Enquanto tem motorista querendo que o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), promova mudanças em um trecho da rua Alziro Zarur, alegando que haja dificuldades de sinalização na via, uma paradinha de 40 minutos no ponto de reclamação permite ver cenas chocantes e que contrariam as queixas. Reportagem do NOSSODIA flagrou condutor usado celular ao dirigir, sem cinto, em velocidade superior à permitida, invasões à preferencial – neste caso, graças à habilidade de um motorista, o pior não aconteceu. Há também cachorro com a cabeça para fora da janela do carro, o desprezo à placa de "Pare" e à distância mínima entre o veículo da frente, além da falta de seta.
A assistente de locação de veículos Emily Barra Rosa, 32 anos, afirma que a falta de educação no trânsito naquele local é o principal motivo dos acidentes. "As pessoas simplesmente não param antes de entrar na rotatória, abusam da velocidade e elas próprias provocam os acidentes". Rosa trabalha bem perto do ponto em questão e afirma: "Acusar a árvore é absurdo". O funcionário público Juarez Mariano, 55, usa a via com certa frequência. Para ele, o que predomina é a imprudência mesmo. "A árvore não confunde em nada", afirma.
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A diretora de Trânsito e Sistema Viário do Ippul, Denise Ziober, afirma que nesse ponto não há novos projetos, que a sinalização vertical e horizontal é adequada e que as atitudes dos motoristas no trânsito levam a uma constatação: "Londrina está se tornando extremamente agressiva e competitiva no trânsito. É lamentável que em uma cidade tão bonita, as pessoas estejam brincando com a vida e dirigindo assim. O Ippul desenvolve um trabalho pensado e zelando pela segurança, mas é frustante ver que acaba não valendo nada quando as pessoas não respeitam, principalmente porque estamos lidando com pessoas adultas." Sobre as infrações citadas acima, Ziober destaca: "Depois querem dizer que há em Londrina uma indústria da multa".