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Descontentamento - Mães na bronca por restrição no período integral

22 out 2017 às 20:20

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A dona de casa Ketila Vitor Saes, 27 anos, integra um grupo de mães que está inconformada com a decisão da Prefeitura de reduzir as ofertas de aulas no período integral a partir de 2018. A idade limite cai de cinco para três anos de idade. Kelila tem dois filhos, um de oito anos e de um de quatro anos e oito meses. "Atrapalha. Eu não gostei. Eu trabalhava em casa de família, mas não estava contente. Era muito serviço e agora eu estou em casa fazendo bolo de pote. As pessoas não valorizam muito e se tiver que aceitar a decisão vou ficar com o pequeno meio período em casa e vou continuar nos bolos para manter uma renda". Na casa de Ketila vivem ela e os dois filhos. "Meu marido está preso. está difícil até para manter o bolo, porque os ingredientes estão caros, o gás subiu e agora sem o integral não tem como eu voltar a trabalhar como doméstica. Assim como outras mães de alunos na educação infantil, Kelila se sente prejudicada e espera que a decisão seja revista. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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Os dois lados da moeda
Ao invés de período integral, serão ofertados dois períodos parciais, dobrando o número de vagas de meio período, abrindo a possibilidade de outras crianças entrarem nas escolas. De acordo com a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Pascoal, há de se levar em conta os pontos positivos da decisão. "Provavelmente as mães que passarão do integral a parcial vão enfrentar a novidade de uma forma ruim. Porém as outras mães que receberão uma vaga, ainda que parcial, são 1200, e para estas a decisão representa um avanço." Paschoal argumenta que a decisão foi tomada com embasamento. "Tínhamos que tomar a decisão com base na obrigatoriedade da lei – a criança deve ficar cinco horas na escola, 200 dias letivos e a obrigatoriedade de que todo mundo tem que estar na escola. Ou seja, a decisão respeitou a legislação e cumpre todas as exigências e abre a possibilidade de novas vagas", ressaltou. (W.V.)

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