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Desceu - Acusado de assassinar jovens em motel morre em confronto

Auber Silva
Grupo Folha
09 jun 2016 às 09:18

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Três homens armados morreram em confronto com agentes das Polícias Civil e Federal após serem abordados na PR-464, em Jardim Olinda, na manhã de quarta. Um deles, Marcelo de Oliveira Choti, o Turcão, de 34 anos, era acusado de ter assassinado dois jovens em um quarto de motel no ano passado. Ele estava foragido da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) desde o dia 29 de maio, quando escapou da unidade pulando o muro com a ajuda de uma corda atirada pelo lado de fora. Choti cumpria pena por assalto a banco enquanto respondia na Justiça pelo outro crime.
De acordo com o delegado chefe da 8ª Subdivisão Policial, de Paranavaí, Luiz Carlos Mânica, o trio era procurado na região há alguns dias. Eles estariam planejando roubos. "Graças a uma denúncia anônima, nossa equipe foi até Jardim Olinda, onde fez contato com agentes da PF, que estavam por lá e deram apoio à operação, e depois encontrou o veículo apontado pelo denunciante. No carro estavam os procurados e mais duas mulheres, que se renderam no momento da abordagem. Os três, no entanto, saíram do automóvel atirando contra os policiais, que reagiram", afirma. Além de Choti, foram mortos Diego Pereira Diniz, de 23, e Vinícius da Sila Pereira, de 26.
Com o trio havia dois revólveres, de calibres 38 e 32, e uma pistola 9 mm. A polícia acredita que esta última arma tenha sido utilizada em um homicídio cuja autoria é creditada a Diniz. Pereira era o único que não tinha nenhum mandado de prisão em seu desfavor. Em seus antecedentes consta apenas uma prisão por lesão corporal. Os corpos dos três foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Paranavaí. Nenhum policial foi ferido durante a ação.
Choti é acusado de ter assassinado o estudante de Direito André de Freitas Perez Silva, de 22 anos, e a advogada Gabriela Cerci Bernarbe, de 26, na madrugada de 4 de abril de 2015. Os jovens estavam em um quarto de motel em Paranavaí quando foram surpreendidos pelo criminoso e mais dois comparsas - que não são os que foram mortos nesta quarta. De acordo com a perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Científica e dos laudos do IML, Freitas foi morto por asfixia e Gabriela sofreu uma lesão na coluna cervical. As análises comprovaram que o DNA do sêmen recolhido das partes íntimas da jovem era de Choti. As investigações policiais já haviam sido concluídas e o processo criminal estava na etapa de oitiva de testemunhas.
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