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Descaso - Calçada tomada de mato atormenta Zona Leste

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 out 2016 às 08:55

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Fotos: Walkiria Vieira
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Em atendimento à reclamação de moradores do Jardim Califórnia, o NOSSODIA acompanha a sina de quem tem que conviver com a falta de manutenção no local em que vive. Moradores de algumas ruas têm mais do que reclamar, de outras ruas menos. O que não desfaz a dor de cabeça de quem convive com medo e sujeira.
O motivo pelo qual o estudante de Nutrição Marcos Queiroz, 28 anos, opta por um caminho mais demorado para chegar em casa, tarde da noite, após as aulas, tem tudo a ver com segurança. Ou melhor, a falta dela. "Tem rua que, além do mato alto, é escura. A viela mesmo é um exemplo de local impossível de passar."
Nos trechos em que o capim se amontoa, nem dá pra ver que há uma boca de lobo encoberta. "Tá vendo, desse jeito, nem a água corre como deveria."
Em uma quadra da Rua Charles Lindemberg, o jovem revela: "Mas nem sempre foi ruim assim. De primeiro, era melhor. A Prefeitura deveria visitar mais a área, precisamos muito melhorar a cara do bairro", diz. Em certa altura, usar a calçada, é como camuflar-se à mata. "Triste", resume Queiroz.
O aposentado Etelvino Zapelini Martins, 64 anos, compartilha do ponto de vista do vizinho. "O certo era limpar, iluminar." Mas existe muita burocracia. Um terreno que dá fundos para a casa onde Martins vive com a esposa é incômodo dos grandes e é difícil encontrar quem não compre a briga do incomodado. "É muita falta de respeito o proprietário de um terreno não cuidar do espaço. O pior é que o matagal tomou conta de tudo, jogam lixo, há risco de proliferação do mosquito da dengue e eu mesmo cheguei a ir ao Ministério Público para exigir providências porque isso é injusto", reclama.
"Um vizinho chegou a fazer uma mureta para conter a força da água que vem do terreno porque tava provocando danos na empresa e o dono mesmo do terreno não faz nada", acrescenta. O terreno fica na esquina das ruas Capitão João Busse com a Dolores Maria

CMTU pretende endurecer e rever o valor das multasBruno.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o terreno questionado, entre as ruas Capitão João Busse e Dolores Maria Bruno, é sim particular. "O proprietário já foi notificado e autuado pelo descuido. Neste ano, após uma queixa formalizada em maio, no Serviço de Atendimento à Comunidade (SAC) da CMTU, o proprietário foi multado e a limpeza foi realizada pelo Município em 15 de junho (capina e roçagem). A companhia entrará em contato com o dono da área novamente."
A assessoria da CMTU reforça que cabe ao proprietário a responsabilidade de cuidar e manter limpo o terreno. "Entraremos em contato para que ele tome as devidas providências, sob penalidade de outra autuação." Ainda segundo a assessoria de imprensa, nesse período, devido às chuvas e crescimento da área verde, as reclamações se intensificam significativamente.
O órgão esclareceu ainda que segue um cronograma diário de limpeza e capina, mas que é dever do proprietário a limpeza. "Há muita especulação imobiliária e quando a CMTU notifica, é dado ainda um prazo para o proprietário cumprir a lei. Mas a CMTU busca entregar um projeto para que a companhia não tenha que fazer o serviço e só depois o morador seja multado. Além disso a companhia pretende rever o valor das multas", avisa. (W.V.)


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