Por enquanto, os moradores da zona oeste de Londrina só podem olhar e admirar o belo prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) Panissa/Maracanã, que passou por uma grande reforma. A unidade, de 490,52 m², atendia mais de 15 mil pessoas, área de abrangência de 13 bairros da região. Ela foi fechada pelo município no início de 2016, no entanto, a melhoria começou um ano depois. As portas ainda permanecem trancadas. Para ser atendido, o usuário é obrigado a se deslocar até a UBS do Jardim Tóquio, a aproximadamente cinco quilômetros de distância.
Depois de um ano e oito meses, os moradores cobram pela reabertura da unidade. A dona de casa Silvana Ferreira, moradora do Jardim Maracanã, tem uma filha que necessita de atendimento médico regularmente. "Tenho uma filha especial, que sempre precisa de acompanhamento médico. Para mim ficou difícil, pois tenho que levá-la até o Tókio para que seja consultada", conta Silvana. Um ônibus foi disponibilizado pelo município para transportar os moradores até a UBS do Jardim Tókio. "O problema é quando a gente perde o ônibus da Prefeitura, que leva os moradores até o posto de saúde mais perto. Quando isso acontece, temos que esperar por mais de uma hora até a próxima saída", acrescenta a mãe.
O pedido que a unidade seja reaberta se estende para toda a população, inclusive dos bairros vizinhos. "Faz pelo menos um mês que nada acontece neste lugar. Pelo que dá para ver aqui do lado de fora, acho que até já finalizaram a obra. É ruim demais ver esse ‘postinho’, tão bonito, fechado. Além de trazer os meus filhos pequenos, ainda tomo remédios para pressão alta, depressão e não posso mais ficar sem atendimento", reforça a diarista Maria Aparecida Teodoro, moradora do Jardim Universidade. Os depoimentos entre os moradores são parecidos. "Preciso de acompanhamento médico e remédios para que os meus problemas de pressão alta e diabetes não se agravem", revela a dona de casa Maria Ferreira do Nascimento, que também reside no Jardim Maracanã.
O espaço interno do prédio ainda está sem a maioria dos equipamentos e acessórios. A comunidade tenta entender o motivo da demora. "Disseram que está fechada por causa de um furto de fios, que ocorreu há duas semanas. Pelo menos foi o que escutei do pessoal. Mas acho que também faltam balcões, mesas e macas para atender os pacientes", comenta a dona de casa Silvana Ferreira.
Depois de um ano e oito meses, os moradores cobram pela reabertura da unidade. A dona de casa Silvana Ferreira, moradora do Jardim Maracanã, tem uma filha que necessita de atendimento médico regularmente. "Tenho uma filha especial, que sempre precisa de acompanhamento médico. Para mim ficou difícil, pois tenho que levá-la até o Tókio para que seja consultada", conta Silvana. Um ônibus foi disponibilizado pelo município para transportar os moradores até a UBS do Jardim Tókio. "O problema é quando a gente perde o ônibus da Prefeitura, que leva os moradores até o posto de saúde mais perto. Quando isso acontece, temos que esperar por mais de uma hora até a próxima saída", acrescenta a mãe.
O pedido que a unidade seja reaberta se estende para toda a população, inclusive dos bairros vizinhos. "Faz pelo menos um mês que nada acontece neste lugar. Pelo que dá para ver aqui do lado de fora, acho que até já finalizaram a obra. É ruim demais ver esse ‘postinho’, tão bonito, fechado. Além de trazer os meus filhos pequenos, ainda tomo remédios para pressão alta, depressão e não posso mais ficar sem atendimento", reforça a diarista Maria Aparecida Teodoro, moradora do Jardim Universidade. Os depoimentos entre os moradores são parecidos. "Preciso de acompanhamento médico e remédios para que os meus problemas de pressão alta e diabetes não se agravem", revela a dona de casa Maria Ferreira do Nascimento, que também reside no Jardim Maracanã.
O espaço interno do prédio ainda está sem a maioria dos equipamentos e acessórios. A comunidade tenta entender o motivo da demora. "Disseram que está fechada por causa de um furto de fios, que ocorreu há duas semanas. Pelo menos foi o que escutei do pessoal. Mas acho que também faltam balcões, mesas e macas para atender os pacientes", comenta a dona de casa Silvana Ferreira.
Abertura depende de aditivo
A reportagem ouviu o secretário municipal de Saúde de Londrina, Felippe Machado. Ele revelou que a reforma da UBS Panissa/Maracanã teve início em abril deste ano e que ainda não foi entregue por causa de uma adequação identificada na execução da obra. "O que está travando a conclusão é a dependência de um aditivo para adequações. Elas não estavam previstas no projeto inicial", detalha o Machado. "Em 2016, por exemplo, quando a avaliação técnica foi executada, os cabos de energia permaneciam no prédio. Até então, a ideia era entregar a UBS no início de julho de 2017. Acontece que todos os cabos foram retirados. O aditivo vai servir para comprar novos fios, padronizados para suportar equipamentos novos: ar condicionado e autoclave (para esterilizar instrumentos)", explica.
"O ‘grosso’ da obra já foi concluído. Queremos entregar o prédio em um curto espaço de tempo para a população. Já com o aditivo, o custo total desta obra deve girar em torno de R$ 500 mil", divulga o secretário de saúde, adiantando que a unidade ganhará novos equipamentos. "Alguns serão recuperados, mas queremos renovar o máximo possível de equipamentos e balcões para melhor atender os moradores da zona oeste", acrescenta Felippe Machado, sem divulgar uma data para a reabertura. (P.M.)
A reportagem ouviu o secretário municipal de Saúde de Londrina, Felippe Machado. Ele revelou que a reforma da UBS Panissa/Maracanã teve início em abril deste ano e que ainda não foi entregue por causa de uma adequação identificada na execução da obra. "O que está travando a conclusão é a dependência de um aditivo para adequações. Elas não estavam previstas no projeto inicial", detalha o Machado. "Em 2016, por exemplo, quando a avaliação técnica foi executada, os cabos de energia permaneciam no prédio. Até então, a ideia era entregar a UBS no início de julho de 2017. Acontece que todos os cabos foram retirados. O aditivo vai servir para comprar novos fios, padronizados para suportar equipamentos novos: ar condicionado e autoclave (para esterilizar instrumentos)", explica.
"O ‘grosso’ da obra já foi concluído. Queremos entregar o prédio em um curto espaço de tempo para a população. Já com o aditivo, o custo total desta obra deve girar em torno de R$ 500 mil", divulga o secretário de saúde, adiantando que a unidade ganhará novos equipamentos. "Alguns serão recuperados, mas queremos renovar o máximo possível de equipamentos e balcões para melhor atender os moradores da zona oeste", acrescenta Felippe Machado, sem divulgar uma data para a reabertura. (P.M.)
Histórico
Essa será a primeira reforma que o prédio Unidade Básica de Saúde (UBS) Panissa/Maracanã recebe desde a construção, em 2006. Durante os anos, ela foi parcialmente destruída pela ação do tempo e dos vândalos. Motivo que paralisou o atendimento médico no Jardim Maracanã, na zona oeste de Londrina.
Em virtude das fortes chuvas ocorridas no dia 11 de janeiro de 2016, algumas salas de consultório da unidade sofreram sérios danos estruturais, confirmados em vistoria realizada por engenheiros da Secretaria municipal de Obras. Após o fechamento, o terreno foi tomado pelo mato alto, poeira e lixo. Lâmpadas, armários, luzes, cabos de energia e armários, aparentemente em condições de uso, se deterioravam dentro das salas. Vidros de portas e janelas foram despedaçados, o telhado danificado. Em setembro de 2016, a comunidade fez um protesto cobrando uma solução da Prefeitura. Toda a situação foi acompanhada pelo NOSSODIA. (P.M.)
Essa será a primeira reforma que o prédio Unidade Básica de Saúde (UBS) Panissa/Maracanã recebe desde a construção, em 2006. Durante os anos, ela foi parcialmente destruída pela ação do tempo e dos vândalos. Motivo que paralisou o atendimento médico no Jardim Maracanã, na zona oeste de Londrina.
Em virtude das fortes chuvas ocorridas no dia 11 de janeiro de 2016, algumas salas de consultório da unidade sofreram sérios danos estruturais, confirmados em vistoria realizada por engenheiros da Secretaria municipal de Obras. Após o fechamento, o terreno foi tomado pelo mato alto, poeira e lixo. Lâmpadas, armários, luzes, cabos de energia e armários, aparentemente em condições de uso, se deterioravam dentro das salas. Vidros de portas e janelas foram despedaçados, o telhado danificado. Em setembro de 2016, a comunidade fez um protesto cobrando uma solução da Prefeitura. Toda a situação foi acompanhada pelo NOSSODIA. (P.M.)