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Depois do furto, a rifa - Pilantras saqueiam creche

03 set 2015 às 09:31


O Centro de Educação Infantil Victoria Mazetti Dinardi, localizado na rua Brasílio Machado, na Vila Marizia, atualmente atende 87 crianças, de zero a cinco anos, em período integral. Com uma rotina organizada das 7h30 às 17h30, professores e alunos convivem com a insegurança de não saber quando será o próximo arrombamento. O mais recente deixou rastros e o sentimento de indignação entre toda a comunidade. No teto da cozinha, na grade de uma janela e no forro da sala estão os sinais da invasão que provocou prejuízos. "Levaram um computador completo, batedeira, liquidificador, carne de duas semanas, espremedor de frutas, panelas, produtos de limpeza e o DVD", relata a diretora e coordenadora da unidade, Vera Vaz da Silva Scremim, 50 anos. Com 10 anos de atuação no centro de educação infantil, Vera não sabe precisar ao todo quantas vezes foram furtados na calada da noite. "Pedimos aos pais e vizinhos que fiquem mais atentos. Temos alarme, cadeados, mas a vigilância pode fazer a diferença."

Serviço:
Centro de Educação Infantil Victoria Mazetti Dinardi - Rua Brasílio Machado, 160, na Vila Marízia – Telefone: 3334- 1537



Diretora e coordenadora da unidade, Vera Vaz da Silva Scremim, mostra o teto detonado pela ação de marginais


Rifa para cobrir "preju"
No dia 29 de setembro, será feito o sorteio de uma rifa. Cada número custa R$ 1,50 e vale um DVD. Segundo a diretora, a verba arrecadada será destinada a fazer os reparos pendentes e repor o que foi furtado. "Os pais já trouxeram alguns itens, mas essa é uma escola filantrópica, os pais contribuem voluntariamente e temos convênio com a Prefeitura - que paga funcionários e envie a alimentação básica – e nossa mantenedora é a Casa do Bom Samaritano, de onde também vem o produtos de limpeza. Após uma reunião com os pais, decidimos fazer a rifa para levantar o dinheiro", explica. (WV)


Liçoes sobre a violência logo cedo

"Não tem como esconder das crianças. Elas enxergam, perguntam e percebem a privação. Ficaram assustadas e perguntaram se não iriam mais ver TV. Uma vez acharam o ladrão e trouxeram aqui na porta, bateram nele e as crianças viram. Não apoiamos a violência, mas a escola é um lugar muito importante para a comunidade. Acredito que isso tenha causado a revolta, mas não deve servir de justificativa para a violência." De acordo com diretora, a unidade acolhe famílias de vários bairros e na última invasão a escola precisou suspender as aulas. "Temos famílias do Residencial Vista Bela, Cinco Conjuntos, da Vila Nova, Vila Recreio, Jardim Paulista e Jardim Progresso. Esse tipo de situação é um transtorno e ainda estamos convivendo com os estragos", diz. (WV)


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