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Preocupante

Dengue - Sinal de alerta ligado

Vítor Ogawa
Grupo Folha
26 jan 2017 às 09:05

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Ricardo Chicarelli
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O número de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua alto em Londrina. Levantando divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que o índice de infestação predial (IIP) do município é de 4,1%, quando o tolerado pela Organização Mundial de Saúde é 1%, o que significa que o município está em situação de alerta. O índice se refere ao primeiro do ano do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa). O mosquito é responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus, entre outros.
O Liraa foi realizado em 185 das 200 localidades mapeadas no município; foram examinados nove mil dos 246 mil imóveis existentes na cidade, incluindo prédios, igrejas, terrenos baldios, barracões comerciais. Os estratos com índices de infestação predial inferiores a 1% indicam que as condições são satisfatórias.
Quando esse percentual supera os 4% há risco de surto de dengue. Embora a média no município esteja limitada a um dígito, existem bairros em que a situação é extremamente preocupante. No Parque Industrial Germano Balan (zona norte), por exemplo, o índice chegou a 40%, ou seja, a cada 10 imóveis quatro estavam com criadouros do mosquito. No local não existem muitas residências; a predominância é de indústrias. Rubens Isnardi possui uma empresa no bairro e disse que desconhecia a alta incidência. "Você está brincando? Tudo isso? É preocupante. A gente trabalha aqui e corre o risco de ficar doente", afirmou.
Isnardi apontou os terrenos baldios e as empresas que acabaram fechando com a crise econômica como prováveis "abrigos" de criadouros. "Tem que forçar o pessoal a receber os agentes. Os donos das empresas que fecharam têm responsabilidades perante às demais empresas que permanecem no bairro", apontou.
Outro empresário do bairro, Marcelo Bandeira também não sabia da situação de infestação. "A precaução interna já é tomada, mas ao circular pelo bairro as pessoas vão ter que tomar cuidado." Segundo ele, na sua empresa nunca acharam focos. "A gente sabe que a situação do País está ruim e as empresas estão fechando e os imóveis ficam sem ninguém. Se uma poça d’água já vira foco de dengue, imagine nessas empresas que estão fechadas, e não tem como os agentes vistoriarem", observa.

Bairros com índices altos
Outros bairros que estão com os índices altos são Chácara Eucaliptos (25%) e Parque das Indústrias Leves (20%), ambos na zona leste; Parque Maria Estela (23,08%), Nossa Senhora Aparecida (16,13%) e Heimtal (15,79%), na zona norte; Jardim Paulista (21,88%), Vila Yara (18,18%) e Zerão (15,79%), região central;
e Pôr do Sol (17,38%), zona sul.
A região com o maior índice foi o Centro com 5.81%, seguido pela Norte com 4.14%, a Sul com 3.71%, a leste com a 3.63% e a oeste com 3.58%.
A maior concentração de criadouros foi encontrada nos lixos, em 44,2% do total; seguido pelos depósitos móveis (30,2%) - vasos, pratos, frascos e bebedouros de animais - e depósitos fixos (9%), como calhas, ralos e tanques de lavar roupa. (V.O.)

ROTINA
"Nossa preocupação é com o clima quente e bastante úmido. O vírus está circulando e a gente precisa eliminar os criadouros para que o mosquito não dissemine os vírus para evitar que as pessoas fiquem doentes. Ainda estamos em estado de risco", alerta a gerente de Vigilância Ambiental do município, Diana Martins.
Ela ressalta que ainda há muitas pessoas em férias, viajando, e que deixam as casas fechadas, o que prejudica a vistoria de criadouros. Além disso, Diana destaca que muitas pessoas viajam para o Nordeste e para Minas Gerais, onde existe a circulação de diversos vírus. "É preciso ficar alerta, pois essas pessoas podem retornar contaminadas. Além disso, Londrina recebe muitos estudantes de fora, além de usuários que vêm realizar tratamento de saúde aqui, por isso os vírus acabam circulando na cidade. Se as pessoas eliminarem os criadouros, os vírus não irão se proliferar", aponta.
A gerente ressalta que apenas 14% dos focos estavam em terrenos baldios. "A maioria dos criadouros foi localizada nos quintais das casas (73%). As pessoas devem criar uma rotina de cuidar tanto dentro como fora de casa", aponta.
Sobre o medo de deixar alguém estranho entrar na residência, ela orienta os moradores a verificarem se o agente de Endemias está uniformizado, com crachá, com a sua identidade. Em caso de dúvida, deve ligar para 0800-4001893. (V.O.)


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