Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

DEIXADO DE LADO - Pequeno bairro, grandes problemas

Paulo Monteiro
NOSSODIA
29 jun 2015 às 09:21

Compartilhar notícia

Paulo Monteiro
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


O bairro pode até passar despercebido para a maioria que visita a região norte de Londrina. E não é pra menos. O Conjunto Antônio Benzoni Vicentini está localizada aos fundos da Avenida da Liberdade e possui apenas seis ruas, sendo três sem saídas. Porém, as famílias que vivem no conjunto estão cansadas de serem deixadas de lado, ignoradas e decidiram reivindicar melhorias da administração pública.
"Há muito tempo que não recebemos melhorias em nosso bairro. Moramos aqui há 23 anos e pouco foi feito aqui", adianta o funcionário público Israel Pereira dos Santos, que "intimou" o NOSSODIA a conhecer a realidade da comunidade. Santos não poupou esforços para mostrar detalhadamente cada problema.
"Para começar, o acesso ao bairro já é bem complicado. Antigamente, tinha uma entrada a pouco mais de 100 metros pela Avenida da Liberdade", mostra ele. "O problema é que impediram a conversão e agora os motoristas são obrigados a descer até a rotatória no Jardim Paraíso, que um pouco longe, para só depois voltar e entrar aqui na Rua Parque do Pico da Neblina. Por causa disso, de maneira improvisada, passaram a atravessar o canteiro com carros e motocicletas e destruíram o meio fio e o gramado que existia no local", aponta Santos.
O morador não para por aí. Segundo ele, o asfalto do bairro está deteriorado. "Eu acho que ele nunca ganhou uma reforma em 23 anos. O máximo que fizeram foi jogar piche em buracos. Quando algum morador reforma sua casa, a gente pede um pouco do cimento e jogo sobre os buracos para situação não piorar", diz ele. "Além disso, há anos pedimos que as ruas do bairro ganhem saídas. Para se ter uma ideia, o caminhão do lixo tem que entrar dando marcha à ré, se não o motorista não consegue sair do bairro", relata o funcionário público.

Falta calçada, sobra rachadura
Mas as reivindicações não acabam por aí. Israel Pereira dos Santos reforça que os problemas se estendem até a divisa com o Conjunto Ruy Virmond Carnascialli. "As crianças saem do nosso bairro e são obrigados a caminhar pela rua porque não há calçadas na Avenida da Liberdade. Elas estudam na Escola Municipal Neman Sayun, no Conjunto Ruy Virmond Carnascialli. Já os adolescentes passam pelo mesmo problema, correndo riscos de serem atropelados. A maioria dos jovens estuda na Escola Beahir Edna Mendonça e vai a pé, dividindo a avenida com os carros", ressalta ele. "Parece que os terrenos sem calçadas são de propriedade particular e não da prefeitura. Mas o município deveria fazer alguma coisa", cobra ele.
As moradoras Rivaneide Lima da Silva e Vilma dos Reis destacam que algumas residências do Conjunto Antônio Benzoni Vicentini estão sendo tomadas por rachaduras. "Isso porque os ônibus passam correndo nestas ruas. Começa a vibrar tudo dentro de casa", comenta Rivaneide, mostrando as paredes do próprio imóvel. "As rachaduras podem ser vistas tanto no teto como nas paredes. Por causa disso, tive de reformar minha casa, mas, mesmo assim, os problemas voltaram", lamenta ela. A vizinha Vilma reclama dos buracos no asfalto e diz que o peso dos ônibus, junto à alta velocidade, só aumentam o problema a cada passagem pela rua. (P.M.)

Cadastre-se em nossa newsletter

Respostas
Sobre a falta de acesso entre a Avenida Liberdade e a Rua Parque do Pico da Neblina, o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) informou que ainda não há processos em andamento e que nenhuma solicitação em relação ao local foi feita. Segundo o Ippul, cabe ao interessado protocolar um pedido, indicando em um mapa o local, o lote, a data e, caso tenha em mãos, um abaixo assassinado para que o requerimento seja realizado.
Sobre os problemas do asfalto e a falta de calçamento, um e-mail detalhando o local foi enviado para a Secretaria Municipal de Obras, que, de acordo com a assessora de gabinete, será repassado para a gerência de Aprovação de Projetos da Secretaria de Obras. Caso seja comprovado que a área seja realmente de propriedade particular, o proprietário será notificado.
Já sobre a situação dos ônibus, a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) informou que veículos são monitorados via tacógrafo e GPS. Em caso de alguma irregularidade, como velocidade acima da média, os motoristas são advertidos e punidos. "Na rua apontada pelos moradores, não detectamos velocidade incompatível com a via nos ônibus que fazem esta linha. A TCGL também considera que, para afirmar que os ônibus ‘são culpados’, é preciso comprovação com dados concretos. Como isso não ocorreu até agora, por nenhum método técnico ou científico, a empresa não pode ser responsabilizada", concluiu a assessoria da empresa. (P.M.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas