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DECISÃO - Homem que atropelou ciclista vai a júri popular

03 jun 2018 às 17:38

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O auxiliar de produção Marcos Gelinski será levado a júri popular pela morte do ciclista João Pedro Rodrigues da Silva, 18 anos, em janeiro de 2017, na avenida Leste-Oeste. A decisão é da juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather. Ainda não há data para o julgamento. O jovem voltava da casa de amigos quando foi atingido pelo Vectra conduzido pelo acusado. Após o acidente, que aconteceu perto do semáforo que dá acesso ao Jardim do Sol, o motorista não parou para oferecer socorro.
João Pedro foi levado pelo Siate à Santa Casa de Londrina, mas morreu nove dias depois pelo grava traumatismo craniano. A defesa de Gelinski entrou com recurso para modificar a denúncia do Ministério Público de homicídio doloso, quando há intenção de matar, para culposo na direção de veículo automotor. O pedido foi indeferido pela Justiça. Assim como confessado na delegacia, para onde foi levado preso um dia após a batida, o réu disse ter ingerido bebida alcoólica.
Tal circunstância foi levada em consideração pela magistrada no despacho. "Este (Marcos Gelinski) assumiu o risco de produzir o resultado morte ao tentar, aparentemente, conduzir um carro embriagado", completou. A notícia do júri foi recebida com entusiasmo pela família de João Pedro. "Foi a melhor decisão que poderia ter ocorrido. Não estou feliz, mas sim radiante. Espero que a justiça seja feita. Isso nos deixa mais esperançosa depois de um longo tempo de aflição", observou Bibiana Baggio, irmã da vítima.

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O CASO
Natural de Curitiba, João Pedro morava desde pequeno em uma humilde casa na rua Sagitário, no jardim do Sol. Antes de se deparar com o carro conduzido por Gelinski, o jovem retornava para sua residência pegar uma rede de vôlei, esporte que sempre praticava aos domingos com os amigos.
Por conta de um problema de saúde, João perdeu a mãe aos oito anos de idade, que passou a morar com parte da família em Londrina. "Ele tinha a vida inteira pela frente, mas teve a trajetória interrompida pela imprudência ao volante. É um vazio muito grande", ponderou Regiane Cristina Rodrigues, tia do rapaz. (Rafael Machado/Grupo Folha)

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